Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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A produção e o consumo de carne suína no mundo

Consumo de carne aumentou 58% em 20 anos; em 2018, a carne suína respondeu por 40,1% do consumo mundial

A produção e o consumo de carne suína no mundo

O consumo global de carne aumentou 58% nos últimos 20 anos, de acordo com estudo publicado o ano passado pelo Bureau Australiano de Ciências e Economia Agrícola e de Recursos (Abares). Segundo a instituição, tanto o crescimento populacional quanto o aumento de renda contribuíram igualmente para esse índice. Países em desenvolvimento, principalmente, foram os responsáveis por esse incremento no consumo de carne per capita, já que, em países desenvolvidos, o consumo manteve-se praticamente estável.

De acordo com pesquisa publicada pelo National Pork Board, programa patrocinado pelo Serviço de Marketing Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em 2018, a carne suína respondeu por 40,1% do consumo per capita mundial; a carne de boi, por 21,4%; a carne de frango, por 33,3% e a de ovino, por 5,3%.

Segundo a Abares, nos Estados Unidos e na Austrália, o consumo de carne aumentou nos últimos anos, devido ao crescimento do consumo de carne de frango, demanda atendida principalmente pela produção doméstica. Em contraste, a demanda de carne no Japão reduziu, por conta, principalmente, do envelhecimento da população.

Quando se fala em produção de carne suína, China (43, 87%), União Europeia e Reino Unido (22,62%) e Estados Unidos (11,97%) lideram o ranking e, juntos, são responsáveis por 78,46% da produção global.

O Brasil ocupa a quarta posição no ranking de produção de carne suína no mundo, com 3,88% da produção global. Do que produzimos (649.382,28 mil toneladas), 16% têm destino internacional, sendo a região Sul do País a maior produtora e exportadora. Responsável por 66% da produção nacional e quase que pela totalidade das exportações de carne suína, a região tem como maior destaque o estado de Santa Catarina. Os principais destinos hoje são China, Hong Kong e Chile, de acordo com o Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em novembro de 2019, a produção de carne suína global sofreu uma queda de 8,5%, fruto dos impactos da peste suína africana (PSA) que assolou os rebanhos na China e em outros países asiáticos e europeus. De acordo com o USDA, a previsão para este ano é de que haja ainda mais uma queda de 7% dessa produção global, sob o efeito da PSA.

Para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a PSA representa o fator mais significativo para as perspectivas do mercado mundial de carne, que elevou o comércio global de carne bovina para 13,8 milhões de toneladas e provocou uma pequena redução no volume da carne ovina para 1 milhão de toneladas.

Países como o Brasil e os Estados Unidos, e, em menor grau, a União Europeia e o Reino Unido estão compensando parte da queda da produção na Ásia. Essa forte demanda vinda dos países asiáticos elevou para 10,5 milhões de toneladas as exportações globais de carne suína, o que incentivou os produtores a expandirem seus rebanhos.

As importações da China aumentaram para 3,9 milhões de toneladas de carne suína, montante que representa 40% das importações globais. Em contrapartida, a importação de carne por outros países teve sua previsão reduzida em 2020.

Espera-se que, até 2050, o consumo de carne no mundo dobre, devido ao crescimento populacional e ao aumento da renda per capita, porém a tendência é que o consumo per capita desacelere, à medida em que o padrão de consumo no mundo se aproxime ao dos países desenvolvidos. Outra tendência global é que as carnes brancas tomem o lugar das carnes vermelhas na dieta das pessoas.

Além disso, o impacto da Covid-19 certamente será negativo na demanda global de carnes, mas espera-se que a capacidade de recuperação econômica da China e dos Estados Unidos contribua para a retomada regular da demanda de proteína animal no curto prazo.

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