Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,81 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,97 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,75 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,47 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.329,31 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,27 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Agroindústrias

BRF capta R$ 5,4 bi em ‘follow-on’, com investimento de Marfrig e fundo árabe

Movimento deve ajudar a reduzir a alavancagem da companhia e contou com investimentos da Marfrig e do fundo árabe Salic

BRF capta R$ 5,4 bi em ‘follow-on’, com investimento de Marfrig e fundo árabe

A BRF levantou na quinta-feira (13) R$ 5,4 bilhões por meio de um follow-on, oferta subsequente de ações. O movimento deve ajudar a reduzir a alavancagem da companhia e contou com investimentos da Marfrig e do fundo árabe Salic.

A ação foi precificada a R$ 9, conforme pré-acordado. Juntos, Marfrig e Salic investiram aproximadamente R$ 3,4 bilhões na oferta. Além do lote principal, foi vendido o lote adicional (“hot issue”), já que houve demanda do mercado.
A transação contava com oferta de 500 milhões de papéis, mais o lote adicional de 100 milhões.

O fundo árabe decidiu aportar o mínimo estabelecido no acordo, adquirindo aproximadamente 10% do negócio, quando poderia ter atingido até 16%. Já a Marfrig, que poderia buscar elevar sua posição para até 38,7% em busca do controle da BRF, optou por manter sua participação em cerca de um terço, com 33,27%.

— A oferta é positiva dado que a empresa tem uma dívida muito alta e houve investidores ancorando a operação — destaca o head de Research da Guide Investimentos, Fernando Siqueira.

O operador de renda variável da Manchester Investimentos, Guilherme Paulo, também avalia a oferta como positiva para a BRF, pois permite que a empresa reduza sua alavancagem. — As margens operacionais já estavam pressionadas, levando em conta os juros que deveriam ser pagos e isso gerava um efeito bola de neve no resultado. Os custos de financiamento consumiam todo o caixa gerado pelo operacional, aumentando o endividamento. Com esse aporte, o nível de alavancagem vai continuar alto, mas a expectativa é que com a redução dos preços de commodities, isso possa trazer um resultado operacional maior e suficiente para reduzir as despesas com juros.

Para que a oferta avançasse, os acionistas da BRF tiveram que aprovar a extinção da cláusula de poison pill (pílula de veneno). O instrumento obrigava qualquer investidor que ultrapassasse 33,3% do capital a fazer uma oferta por toda a companhia. A Salic também é acionista da Minerva, a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, com participação de 33,8%.

— A possibilidade de ter um sócio árabe pode facilitar das exportações na região, mas acho que o impacto é pequeno porque não é de fato uma empresa que opera nesse mercado — disse Siqueira.
Em termos práticos, a extinção do poison pill abre de vez o caminho para a empresa de Marcos Molina se tonar controladora da BRF.

Em março do ano passado, Molina conseguiu 97,88% dos votos para eleger sua chapa única no conselho de administração da companhia, mesmo sem ter conseguido realizar o sonho de uma fusão entre as duas companhias.
— Uma fusão da Marfrig no longo prazo não é impossível. Seria uma simplificação, porque a Marfrig hoje já controla, mas é algo que não está no radar do curtíssimo prazo — avalia Siqueira.

Dificuldades
 
A oferta era bastante aguardada pelo mercado, sendo avaliada como positiva para a BRF. Isso porque, a companhia vem sofrendo com uma alavancagem elevada, e com dificuldades para repassar preços. A BRF encerrou o primeiro trimestre com dívida líquida de R$ 15,2 bilhões e uma alavancagem (dívida líquida/Ebitda) de 3,35 vezes, patamar considerado elevado.

Em maio, a empresa informou que mantinha negociações, em caráter não-exclusivo, para a venda de determinados precatórios, créditos tributários e ativos judiciais. A decisão, segundo a BRF, estaria em linha com o objetivo da empresa de vender ativos não-essenciais para as operações da companhia como forma de reduzir seu endividamento.

Siqueira, da Guide, avalia que os próximos trimestres podem ser melhores para a empresa, devido a um melhor cenário no mercado de commodities. — Tem um potencial razoável de melhora pela queda dos preços dos grãos. O preço do milho e da soja tem caído e boa parte dos custos da BRF é com ração. A melhora no segundo trimestre deve ser marginal, mas ao longo do segundo semestre, esperamos uma melhora — destaca

O pool de bancos envolvidos na operação é formado por J.P. Morgan (coordenador líder), Bradesco BBI, BTG Pactual, Citi, Itaú, Safra, UBS Brasil e XP.
 

Ofertas crescem
 
A oferta da BRF ocorre em meio a um cenário mais propício para esse tipo de operação no mercado. Após um começo de ano mais fraco, diversas companhias realizaram follow ons nas últimas semanas. Com a melhora de cenário, as transações também passaram a mudar de perfil. Se as primeiras ofertas eram destinadas a ajustar o balanço de companhias, caos de Hapvida, Dasa e CVC, já foram realizadas ofertas com foco em reforçar o caixa para investir, como as de Localiza e Direcional. A expectativa é que com a confirmação do início do ciclo de cortes da Selic em agosto, mais ofertas sejam lançadas no segundo semestre.

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