Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Grubisich nega negociações para associação entre ETH Bioenergia e Petrobras e foca na conclusão de processo com a Brenco.

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Mais de um mês após anunciar a incorporação da Brenco, José Carlos Grubisich, presidente da ETH Bioenergia, aguarda a finalização dos trâmites legais para concluir a operação. Ele se refere, principalmente, à autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica para transferir o controle dos contratos da Brenco de venda de energia elétrica nos leilões do governo e ao parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Espera ainda o fim do processo de capitalização do negócio, sobretudo dos acionistas da Brenco, que se comprometeram a adicionar R$ 655 milhões ao projeto.

Apesar dos rumores do mercado, Grubisich, em entrevista exclusiva ao Valor, nega veementemente que esteja negociando – ou que tenha iniciado conversas – para uma associação com a Petrobras.

E admite que, evidentemente, a ETH não está alheia ao fato de que é possível que a Petrobras se posicione na produção de álcool. “A verticalização em um mercado consumidor de álcool como o do Brasil é estratégico para quem está em distribuição de combustíveis. O consumo já é maior do que o da gasolina”. As empresas de petróleo estão tentando manter um pé na produção de combustíveis renováveis, pois a tendência é que o consumo de combustíveis fósseis no mundo fique estagnado, enquanto a demanda será atendida por outras fontes de energia.

No entanto, com a tranquilidade típica de um bom negociador, Grubisich afirma: “buscar uma associação não é nossa prioridade no momento. O foco é concluir o processo com a Brenco e construir as usinas. O capital para fazer isso já está garantido”, diz Grubisich.

O grupo Odebrecht, do qual a ETH é controlada, tem um longo relacionamento com a estatal. Relacionamento que data ainda da década de 50, quando a Petrobras foi criada. Grandes parcerias foram feitas ao longo de décadas entre as duas empresas, desde a implantação de plataformas marítimas e até do próprio edifício-sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, ainda no fim da década de 60. Destacam-se ainda acordos mais estratégicos, como a união no projeto da gigante petroquímica Braskem. Por essas e outras se fortalece a expectativa de associação entre a ETH e a Petrobras Biocombustíveis.

A estatal, que tem a exploração do pré-sal como prioridade, foi surpreendida este ano com o anúncio da associação entre a brasileira Cosan, maior produtora de açúcar e álcool do mundo, e a anglo-holandesa Shell. Um mês antes a Petrobras anunciara a compra de 40% de uma isolada usina mineira (Usina Total).

A ETH Bioenergia traz claramente um projeto alcooleiro de dimensões e perfil que, até o momento, não encontra concorrentes. Apesar de metade das usinas previstas ainda não estarem construídas e gerando caixa, a “promessa” carrega consigo a expectativa positiva criada a partir da capacidade financeira do grupo Odebrecht.

A partir da incorporação da Brenco, liderada até então pelo ex-presidente da Petrobras Henri Philippe Reichstul, a nova ETH Bioenergia espera até 2012 processar 40 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produzir 3 bilhões de litros de etanol e 2.700 gigawatts-hora de energia. Por enquanto, em 2010, a situação é de dívida da ordem de R$ 2,5 bilhões, moagem, entre 10 e 11 milhões de toneladas de cana e faturamento de até R$ 1,4 bilhão.

A empresa aguarda agora o fim do processo de capitalização dos acionistas da Brenco, da própria Odebrecht, além da liberação dos recursos aprovados em instituições financeiras. “Nossa estrutura de financiamento é de 40% de capital próprio e 60% de dívida”, reforça Grubisich. Desde que foram criadas, em 2008, as duas empresas já receberam aportes de R$ 3,5 bilhões e, deste ano até 2012, mais R$ 3,8 bilhões serão aplicados para concluir as outras cinco usinas. Quatro usinas estão em operação, considerando a Eldorado (MS), inaugurada ontem.

Grubisich afirma que ainda não está decidido o quadro de executivos. “Certamente haverá duplicidade de funções”. Até o momento foi definido que o conselho de administração terá dez integrantes, sendo 7 da Odebrecht e da japonesa Sojitz Corporation e os outros do BNDESPar, Ashmore e Tarpon.

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