Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Vacinas à Argentina

Merial do Brasil exporta produtos ao país vizinho. Resultado dos embarques refletem investimentos feitos no Brasil.

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Uma das líderes do mercado veterinário brasileiro, a multinacional Merial informa que está com quase tudo certo para iniciar os embarques de vacina contra febre aftosa para a Argentina. Os primeiros embarques deverão ocorrer em 2012, já que neste ano ainda serão realizados os testes dos chamados lotes comerciais do produto.

A expectativa da companhia, que é controlada pelo laboratório francês Sanofi-Aventis, é que as exportações para o mercado argentino oscilem entre 10 milhões e 11 milhões de doses de vacina por ano. Essa será a primeira vez que uma empresa exportará a partir do Brasil vacinas contra aftosa para a Argentina.

“O mercado argentino consome anualmente entre 100 milhões e 110 milhões de doses. Queremos, num primeiro momento, conseguir uma participação de 10%”, afirma Alfredo Ihde, presidente da Merial no Brasil. “Precisamos apenas completar a aprovação de nossa fábrica, que já está se ajustando para atender às demandas necessárias”.

A fábrica de vacinas da Merial está instalada em Paulínia (SP) e já recebeu a visita de técnicos do governo argentino, que solicitaram alguns ajustes administrativos na planta. Os lotes experimentais já foram enviados e aprovados pelos argentinos. Nos próximos seis meses a empresa fabricará os lotes comerciais e no segundo semestre do ano os testes desses lotes serão realizados.

A exportação de vacinas contra febra aftosa para Argentina praticamente dobrará as vendas que a Merial já faz desse tipo de produto ao exterior. Em 2010, foram exportadas 12 milhões de doses para outros países da América do Sul, como Paraguai e Bolívia.

No ano passado, o faturamento com o mercado externo foi de R$ 115 milhões. O resultado representou um crescimento de 66% em comparação aos R$ 69,3 milhões obtidos em 2009. “Nosso desempenho nas exportações é resultado do amadurecimento dos investimentos que foram feitos nos últimos oito anos em nossa unidade de Paulínia. Nesse período foram aplicados entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões”, afirma Ihde.

Com o aumento das exportações, o mercado externo ganhou relevância dentro do negócio da Merial no Brasil. As vendas externas passaram a representar uma fatia de 27,6% da receita total da companhia, que no ano passado foi de R$ 417 milhões. Em 2009, as vendas totais da empresa foram de R$ 341,4 milhões, dos quais 20,3% foram referentes ao mercados externo.

Mesmo diante do crescimento das exportações, a expectativa de Ihde é que o mercado externo se estabilize. Para ele, as vendas internas também continuarão crescendo e representando praticamente de 70% do faturamento. No ano passado, as vendas internas da Merial foram de R$ 302 milhões, resultado 11% superior ao de 2009, quando as vendas para o mercado doméstico foram de R$ 272,1 milhões.

“O mercado de aves merece destaque. Lançamos novas vacinas e melhoramos os serviços aos clientes. Além disso, alteramos a política comercial para os suínos e avançamos em equinos e pets [animais de companhia]. Agora que 2010 acabou podemos dizer que foi um bom ano”, diz Ihde.

Apesar de o segmento de ruminantes ter crescido 8% no ano passado, Ihde lembra que a empresa no Brasil teve dificuldades para se abastecer com alguns produtos porque fábricas na Europa tiveram problemas de produção. “Fabricar vacina não é uma ciência exata e algumas vezes ocorrem problemas. Acredito que isso será resolvido em 2011 para crescermos em ruminantes, já que a pecuária deve continuar aquecida”, diz.

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