Mas, no mês seguinte, outubro, a oferta interna aumentou quase 8% em relação ao mês anterior.
Produção de frango cai, mas setor não recupera preços
Redação (21/06/06) – Foi o suficiente para que o preço interno recuasse 4%. E como o processo de aumento de oferta prosseguiu (não importa por quê razões), no final do ano, enquanto a oferta aumentava 20% em relação a setembro, os preços recebidos, comparativamente também a setembro, recuavam quase na mesma proporção.
Como a oferta elevada se manteve até janeiro, só daí para frente decrescendo, o fundo do poço em termos de preço deveria ter ocorrido no primeiro mês de 2006. Mas (isso o gráfico abaixo não mostra) praticamente desde novembro formaram-se estoques que foram aumentando no decorrer do novo ano, impedindo mesmo a despeito de uma sensível redução na oferta interna a retomada dos preços anteriores.
Nesse aspecto, aliás, o gráfico é bem claro. Ou seja: apesar da oferta mais recente (abril, maio e, quase com certeza, junho corrente) ter caído a níveis inferiores aos do mesmo trimestre do ano passado, os preços continuam substancialmente aquém dos valores registrados há um ano, sugerindo que apesar de todos os pesares a oferta interna continua excessiva.
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Frente a essas constatações, fica apenas uma indagação: como se comportará o setor logo mais, sabendo-se que, após breve recuo, produção e alojamento de pintos de corte voltaram a crescer (as indicações para maio são de uma produção em torno de 375 milhões, 12% a mais que o produzido em abril)? Há quem afirme que o setor caminha em direção a uma nova crise, provavelmente pior que a mais recente.
























