Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Granjas já engordam os perus para o Natal

A produção para este período começa com certa antecedência, porque a ave fica entre 25 e 28 dias com os integrados iniciadores e só depois vão para a engorda.

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Redação (18/09/06)- Faltam pouco mais de três meses para o Natal e um dos pratos principais da tradicional ceia, o peru, já está em fase de engorda nas diversas granjas espalhadas por todo o País. A produção para este período começa com certa antecedência, porque a ave fica entre 25 e 28 dias com os integrados iniciadores e só depois vão para a engorda, onde permanecem por aproximadamente 30 dias. Esse prazo é suficiente para que o peru adquira o peso de quatro a seis quilos, considerado ideal para o consumo interno.

A procura pelo produto nas gôndolas dos supermercados começa em novembro, mas a maioria dos consumidores deixa para fazer as compra próximo à data. A Sadia informou por meio da assessoria de Comunicação que não repassaria números de aves em engorda, período de abate e quantidade que será colocada no mercado, por considerar as informações estratégicas para o negócio.

Antônio Rezende Salgueiro trabalha com avicultura há 20 anos, sete deles como integrado da Sadia e nos últimos dois é iniciador. Ou seja, os perus chegam a sua granja com um dia de nascidos e ficam entre 20 e 28 dias, até atingirem o peso médio de 700 gramas. Depois desse período, as aves são levadas para as granjas dos integrados terminadores, responsáveis pelo processo de engorda.

A granja de Antônio Rezende tem capacidade para alojar 90 mil filhotes. Só hoje devem ser transferidas para os terminadores 30 mil aves. Mas, até chegar nesta etapa, é preciso um cuidado especial, já que o peru é considerado uma ave sensível. O avicultor explica que o manejo deve ser bem-feito, observando a temperatura dos barracões, que deve permanecer entre 32 e 34 graus; qualidade da água, limpeza e alimentação.

Para observar todos esses detalhes, Antônio Rezende tem oito funcionários e, em determinadas épocas, chega a contratar outros quatros prestadores de serviços. Os filhotes de perus já chegam às granjas vacinados, mas, após um determinado período, as aves têm o bico de cima cortado e precisam ser vacinados para ajudar na cauterização. “As cinco primeiras noites são mais críticas e exigem mais atenção”, contou.

Hugney Silva Marquez Junior trabalha com perus há cinco anos e meio e tem uma estrutura que comporta 28,5 mil filhotes. Ele conta que as aves chegam à granja pesando aproximadamente 50 gramas e para atingir o peso ideal até o tempo de transferência consomem 30 toneladas de ração. O integrado confirma que o investimento é alto e o retorno é de longo prazo, entre cinco e seis anos. Segundo Hugney Silva, a empresa é que define quais os integrados serão iniciadores ou terminadores. A escolha é feita baseada na estrutura da granja.

Remuneração por lote
Além das aves, a Sadia oferece ração e assistência veterinária. Os integrados são responsáveis pela estrutura, sendo que cada barracão pode custar entre R$ 100 mil e R$ 150 mil; manutenção (água, limpeza, energia elétrica e equipamentos) e mão-de-obra. A remuneração é baseada na conversão alimentar, ou seja, é feito um cálculo da quantidade de ração consumida e do peso adquirido pela ave.

Mas existem outras variáveis para o pagamento, que é feito ao final de cada lote, entre eles, o percentual de mortalidade das aves, que pode variar entre 4% e 10%. O integrado terminador Guilherme Ghelli, que possui granja no município de Monte Carmelo, diz que o gerenciamento da atividade é fundamental para um bom resultado. Ele possui três galpões de 1,5 mil metros quadrados. A capacidade de alojamento varia de acordo com o sexo da ave. Isto porque os machos são maiores e ficam no processo de engorda durante quatro meses, podendo chegar entre 15 e 18 quilos. Já as fêmeas ficam três meses e pesam cerca de oito quilos.

Guilherme Ghelli conta que, em quatro anos de atividade, nunca pegou lotes para o Natal, que geralmente ficam menos tempo na granja. Segundo ele, é a própria Sadia que faz todo o planejamento da atividade. O integrado Fernando Leite possui granja em Araguari e é professor universitário. Ele é integrado há dois anos e não soube precisar se é possível sobreviver apenas com os rendimentos do negócio.

A granja de Fernando Leite tem capacidade para 13,5 mil perus. Ele conta que quinta-feira vai sair um lote para abate e, na próxima semana, outros dois. Segundo Fernando Leite, as aves estão pesando entre 17 e 20 quilos e devem ser exportadas ou comercializadas em partes (peito, coxa, sobrecoxa) no mercado interno.

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