Na sexta-feira (09/02), a cotação da ave viva na granja em São Paulo ficou em R$ 1,85 o quilo, alta de R$ 0,10 num único dia.
Frango sobe 42% e deve seguir firme
Redação (12/02/07) – O frango vivo, que iniciou um movimento de alta no dia 23 de janeiro passado, já acumula valorização de 42,3% desde aquela data, no mercado independente de São Paulo, segundo levantamento da Jox Assessoria Agropecuária. Na sexta-feira, a cotação da ave viva na granja ficou em R$ 1,85 o quilo, alta de R$ 0,10 num único dia.
Frigoríficos que não trabalham em sistema de integração e se abastecem no mercado independente tiveram dificuldade para adquirir frangos para abate na sexta-feira, segundo Oto Xavier, da Jox. Ele considera que a situação se deve a um período de produção menor, o que se reflete na oferta, e acredita que o mercado de frango tende a ficar firme.
De fato, o alojamento de pintos de corte em dezembro – que se refere as aves produzidas para abate entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro – recuou quase 2% em relação ao mesmo mês de 2006, de 413,6 milhões de cabeças para 405,4 milhões, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Pinto de Corte (Apinco).
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De acordo com José Carlos Godoy, da Apinco, estão sendo abatidos atualmente os pintos alojados na semana do natal, quando o ritmo da produção diminuiu. Para ele, o mercado de frango vivo é firme no curto prazo. A expectativa, diz, é que o alojamento siga sem avançar em janeiro. A previsão é de que, no máximo, atinja os mesmos 408 milhões de janeiro do ano passado.
Paulo Molinari, da Safras&Mercado, avalia que o avicultor decidiu pôr o pé no freio este ano depois de um 2006 difícil, quando a indústria brasileira de frango enfrentou queda nas exportações devido à gripe aviária. Além disso, a expectativa de elevação dos custos de produção do frango por conta dos preços maiores de milho e soja também levam o avicultor a ajustar a produção ao custo, diz o analista. Godoy, da Apinco, concorda e diz que o produtor tem medo de que a crise de 2006 se repita.
Para Molinari, os novos casos de gripe aviária na Europa (Hungria e Reino Unido) não devem afetar as exportações de carne de frango “nesse momento”. Ele acredita que o consumidor europeu está mais adaptado à situação e por isso o pânico do primeiro semestre de 2006 – que derrubou o consumo de frango – não deve se repetir.
Em janeiro deste ano, as exportações de frango somaram 196,6 mil toneladas, recuo de 4,8% sobre o mesmo período de 2006, segundo números da Secex, elaborados pela Jox. (AAR)























