Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Alta da carne aumenta consumo de frangos e peixes em Dourados (MS)

Nos açougues a procura é de 15% a mais depois do aumento médio de 10% no valor da carne bovina na semana passada.

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Redação (23/10/2008)- A alta da carne bovina está modificando os hábitos de famílias em Dourados, que estão trocando o alimento por frango e peixe. Nos açougues a procura é de 15% a mais depois do aumento médio de 10% no valor da carne bovina na semana passada.

De acordo com o açougueiro Elizeu Martins de Souza toda a vez que o preço da carne sobe o movimento cai 15% nos açougues. “O consumidor chega e vê que o preço está mais caro. Começa a especular os valores e a partir daí, quando percebe que em todos os estabelecimentos houve o reajuste é que volta a comprar. Os 15 primeiros dias de aumento são os mais difíceis para o comerciante, já que o cliente deixa de comprar”, lamenta.

Segundo ele, o aumento na procura pelo frango poderia ser maior se não fosse o reajuste no alimento nas últimas semanas. “As alternativas para o consumidor estão cada vez menores. O frango, um dos produtos que costuma substituir a carne bovina em épocas de alta, subiu 10%. De R$ 2,35, o quilo da iguaria passou a custar R$ 2,60. Já o ovo de galinha teve uma leve redução nos custos. De R$ 3 está sendo comercializado a R$ 2,80”, acrescenta.

É o quinto reajuste do ano. O quilo da carne de segunda como a paleta e o acém, no início do ano custava cerca de R$ 7,50. Agora este valor subiu para R$ 9,50. Com o novo reajuste, o músculo, que até as últimas semanas saia por R$ 6,90, passou a valer R$ 7,80; a costela de R$ 5,90 para R$ 7,50.

Edson Luiz Dutra, proprietário de um supermercado, conta que apesar de alta do frango, os consumidores continuam apostando no alimento, que ainda é mais barato. Nas peixarias do município, a cada alta da carne bovina o movimento aumenta 6%. O empresário Gildo Pimentel conta que a sardinha e a piramutaba são os mais procurados.

De acordo com a moradora Edmara Santos Bueno da Silva, 32 anos, a alta nos preços da carne bovina está obrigando os brasileiros a adotarem novos hábitos. Segundo ela, desde o início do ano, os churrascos de finais de semana foram substituídos por outros pratos como a lasanha e as tortas.

De acordo com o gerente de uma distribuidora de carnes em Dourados, Hermes Araújo, o principal motivo da alta está relacionado a alta do dólar, a crise mundial e a falta de gado nos pastos. Segundo ele, estes fatores afetam todos os setores que envolvem o processo da carne bovina, que “sem o reajuste não resistem à crise”. Em todo o Estado a arroba do boi varia de R$ 86 a R$ 89; o da vaca está entre R$ 81 e R$ 82.

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