Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Preço do milho deve subir

Atraso da maturação da safra americana e redução da Argentina podem recuperar preços do milho nacional. Quebra da safra da China colabora.

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Preço do milho deve subir

Os preços do milho, que até então estavam com tendência de queda, devem começar a se recuperar devido a diversos fatores, como o atraso na maturação da safra norte-americana e a redução da safra Argentina. A quebra de 10% na safra da China, país que era auto-suficiente na produção do grão, também deve colaborar para o aumento da demanda e, conseqüentemente, para a valorização da commodity.

De acordo com a rede de notícias Bloomberg, as lavouras nos EUA estão bem atrás do ritmo dos últimos anos, principalmente pelos atrasos no plantio, em maio, e às temperaturas abaixo do normal registradas em julho e agosto, que atrasaram o desenvolvimento das plantas.

Apenas 5% do milho havia sido colhido até o dia 27 de setembro, nos EUA, segundo informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). No ano passado, 8% da safra já havia sido colhida neste período. Nos últimos cinco anos, a média era de 18% de milho colhido para o período.

“As previsões de safras menores na China e na Argentina e o atraso nas colheitas dos EUA estão apoiando o mercado”, disse Hiroyuki Kikukawa, gerente da IDO Securities Co. Apenas 37% do milho nos 18 maiores estados produtores estava maduro até dia 27 de setembro. A média para o período nos últimos cinco anos era de 72%, de acordo com o USDA.

O milho para dezembro subiu 1,4%, para US$ 3,435 o bushel, o maior preço desde o dia 16 de setembro no Pregão Eletrônico da Bolsa de Chicago. Na segunda-feira (28) o grão estava em US$ 3,3875 às 14h26, no horário de Singapura.

A produção na China, o segundo maior produtor e consumidor do mundo, deve cair 10%, para 148,8 milhões de toneladas, vindo de 165,9 milhões de toneladas no ano passado. Segundo o Conselho de Grãos dos EUA, a quebra de safra se deve à forte estiagem no país.

A Argentina, segundo maior exportador, deve plantar a menor safra em duas décadas, depois que o governo impôs restrições na exportação, desestimulando os produtores.

Soja – Quase 63% da safra de soja estava começando a ter queda de folhas, o que é um sinal de maturação. Nos últimos cinco anos, a média foi de 77%.

“O clima na região central dos EUA continua sendo o foco do mercado nas próximas semanas, com o avanço das colheitas de milho e de soja”, informou Toby Hassall, analista da CWA Global Markets Pty, em Sidney, Austrália. “A nova safra de soja ainda parece vulnerável à queda nas próximas semanas”.

Trigo – O trigo para dezembro subiu 0,7%, para US$ 4,59 o bushel, depois de ganhar 1,3% Na segunda-feira (28), devido a especulações de que os produtores nos EUA devem plantar uma área menor das variedades de inverno, depois que os preços caíram para US$ 4,48 no dia 25 de setembro.

Além disso, uma onda de frio deve prejudicar as lavouras de trigo na Argentina, no início da floração, informou Tomas Parenti, engenheiro agrícola e membro da Bolsa de Cereais de Rosario.

As exportações de trigo da Argentina estão em declínio desde 2006, devido a redução na produção. Os embarques devem cair 83%, para 1,5 milhões de toneladas na safra de 2009/10, informou o USDA no dia 11 de setembro.

* Com informações da Bloomberg

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