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Soja - Indicador PRR$ 133,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 139,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,40 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,20 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,39 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.392,65 / t
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Custos dos grãos anulam leve reação no preço do suíno em SP

Relação de troca do produtor com milho e farelo de soja cai para os piores níveis em anos, após cotações do vivo registrarem mínima histórica em junho

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Custos dos grãos anulam leve reação no preço do suíno em SP

O mercado de suinocultura de São Paulo enfrenta um cenário de pressão contínua na transição do primeiro para o segundo semestre de 2026. Se o mês de junho foi marcado por um tombo histórico nas cotações reais do animal vivo, que atingiram o menor patamar em quase 20 anos, a primeira quinzena de julho trouxe uma nova dinâmica preocupante: uma reação tímida nos preços do suíno foi rapidamente ofuscada por uma alta mais intensa nos custos dos principais insumos da atividade — o milho e o farelo de soja.

O aperto no poder de compra em julho

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na parcial de julho (até o dia 14), o poder de compra do produtor paulista voltou a recuar em comparação com o mês anterior. Frente ao farelo de soja, esta é a quarta queda mensal consecutiva, empurrando a relação de troca para o menor nível desde janeiro de 2024. Já na comparação com o milho, o poder de compra do suinocultor registrou o pior patamar desde janeiro de 2023.

Na prática, com a receita obtida na venda de um quilo de suíno vivo em julho, o produtor paulista consegue adquirir apenas 4,92 quilos de milho (queda de 0,6% frente a junho) ou 3,13 quilos de farelo de soja (recuo de 0,4%). Esse estreitamento de margens ocorreu porque, embora os preços do suíno, do milho e do farelo de soja tenham subido de forma sutil em São Paulo, as altas dos insumos da ração foram mais aceleradas do que a valorização do animal.

O fantasma do recorde de baixa em junho

Esse aperto nas margens em julho sucede um dos piores meses da história recente da atividade. Em junho de 2026, as cotações do suíno vivo posto na indústria completaram o sexto mês seguido de desvalorização. Na região de SP-5 (que engloba Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a média de junho fechou em R$ 5,25/kg — uma queda de 2,9% em relação a maio e um tombo expressivo de 41,2% na comparação anual com junho de 2025.

Deflacionados pelo IGP-DI de maio de 2026, esses valores representam o menor preço real registrado na região paulista desde julho de 2006, quando o animal era negociado a R$ 5,14/kg.

Desequilíbrio estrutural de longo prazo

O Cepea aponta que a crise de preços do vivo está ancorada em um desequilíbrio estrutural de longo prazo: enquanto o plantel nacional de matrizes suínas vem crescendo de forma consistente há aproximadamente quatro anos, o consumo doméstico não acompanhou esse ritmo de produção. Para complicar o cenário, o volume direcionado às exportações não tem se mostrado suficiente para escoar todo o excedente de carne, resultando em uma incômoda sobreoferta que deprime o mercado interno.

Embora a primeira quinzena de julho tenha apresentado uma demanda de carne suína ligeiramente mais aquecida na ponta final do mercado — o que limitou quedas adicionais do animal —, a oferta geral de suínos continua muito elevada. Para a segunda metade do mês, a perspectiva é de novos desafios: os pesquisadores do Cepea preveem uma retração na procura pela proteína, reflexo do menor poder de compra da população no final do mês, o que pode voltar a pressionar as cotações do suíno enquanto os custos dos insumos permanecem firmes.

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