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Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 131,18 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,00 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,01 / cx
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Economia

Alemanha quer trocar experiências com o Brasil em bioeconomia

Alemanha lançou em novembro de 2010 um projeto com duração de seis anos, intitulado “Estratégia nacional de pesquisa em bioeconomia 2030”.

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Alemanha quer trocar experiências com o Brasil em bioeconomia

A FAPESP recebeu, no dia 22 de agosto, a visita de uma delegação de representantes do Ministério Federal de Educação e Pesquisa, de instituições científicas e de empresas do setor de biotecnologia da Alemanha.

O objetivo do encontro foi prospectar oportunidades de cooperação científica entre pesquisadores da Alemanha com os do Estado de São Paulo, especialmente na área de bioeconomia.

A Alemanha lançou em novembro de 2010 um projeto com duração de seis anos, intitulado “Estratégia nacional de pesquisa em bioeconomia 2030”, que pretende utilizar de forma sustentável recursos biológicos, como plantas, animais e microrganismos, para desenvolver novos produtos e processos baseados em biotecnologia, de forma a potencializar o aproveitamento das oportunidades econômicas criadas pela “economia verde”.

De modo a atingir esse objetivo, as 89 universidades, 104 instituições de pesquisa e 531 empresas na área de biotecnologia existentes na Alemanha pretendem intensificar a cooperação internacional com pesquisadores de outros países, como o Brasil, para trocar experiências e transferir tecnologias.

“O Brasil será um importante parceiro neste projeto, porque tem experiências muito interessantes e já bem estabelecidas de aproveitamento e conversão de biomassa para o desenvolvimento de novos produtos. Queremos aprender e trocar experiências em biotecnologia com pesquisadores brasileiros”, disse Henk van Liempt, chefe da divisão de bioeconomia do Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha.

De acordo com Liempt, uma das iniciativas recém-lançadas para promover a aproximação entre pesquisadores do Brasil e da Alemanha foi o BioInnovationHub.

O objetivo da iniciativa, que começou a ser planejada em 2011, é reunir as experiências do Brasil e da Alemanha para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação em diferentes temas relacionados à biotecnologia.

“O Brasil é líder mundial na produção de combustíveis renováveis, como o etanol, e a Alemanha se destaca na área de biotecnologia. Podemos aprender e trocar experiências”, disse Liempt.

A delegação alemã foi recebida por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e por Glaucia Mendes Souza, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e professora no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

Na ocasião, Brito Cruz fez uma apresentação sobre a FAPESP e de alguns de seus principais programas relacionados à bioeconomia, como o BIOEN.

Lançado em 2008, o programa de pesquisa tem cinco divisões: “Biomassa para Bioenergia” (com foco em cana-de-açúcar), “Processo de Fabricação de Biocombustíveis”, “Biorrefinarias e Alcoolquímica”, “Aplicações do Etanol para Motores Automotivos: motores de combustão interna e células a combustível” e “Pesquisa sobre sustentabilidade e impactos socioeconômicos, ambientais e de uso da terra”.

“A FAPESP tem um grande número de acordos para financiamento conjunto de pesquisas com instituições como a DFG, na Alemanha, com o objetivo de criar oportunidades para pesquisadores do Estado de São Paulo trabalhar juntos com cientistas de outros países. Na área de bioeconomia temos um acordo, por exemplo, com o BE-Basic, da Holanda”, destacou Brito Cruz.

Os integrantes da delegação alemã disseram terem ficado bastante impressionados com a autonomia orçamentária e com o processo de decisão da FAPESP sobre quais projetos deve apoiar, que é realizado fundamentalmente com base no mérito científico.

“Essa forma de realizar o processo de seleção de projetos de pesquisa representa uma abordagem muito interessante e moderna, que deveria ser adotada por outras agências de fomento à pesquisa no mundo”, disse Liempt à Agência FAPESP.

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