Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,29 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,00 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,89 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,87 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,62 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,30 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,33 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,46 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 171,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,74 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,12 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.278,29 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.150,62 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,44 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 177,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 177,24 / cx

Bastam US$ 10 milhões/ano para derrotar aftosa

Os pontos críticos da febre aftosa no continente, segundo os técnicos, estão localizados na região do Chaco (áreas da Argentina, Bolívia e Paraguai), nas fronteiras do Brasil com o norte da Bolívia e o nordeste do Paraguai, na Venezuela e no Equador.

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Redação SI (09/05/06)- Não é preciso muito. Bastam US$ 10 milhões/ano investidos em projetos direcionados aos pontos quentes da febre aftosa na América do Sul, para erradicar de vez a doença do continente no prazo de cinco anos.

O diagnóstico é de Sebastião Guedes, presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), parceria entre órgãos públicos e a iniciativa privada, criado em Houston (EUA) há dois anos e que já conta com a participação de 11 países da América do Sul.

Guedes apresentou as estratégias do Giefa durante o Seminário Interamericano de Saúde Pública e Veterinária, encerrado no dia 28 de abril no Centro de Eventos da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba (MG).

Os recursos o Giefa deverão vir de um fundo financiado pelos exportadores de carne (US$ 5 por tonelada de carne exportada). Os frigoríficos estão avaliando a nossa proposta e devem responder até o final da próxima semana, informou Guedes. Segundo ele, a Argentina, a Bolívia e o Paraguai também já estão avaliando a formação deste fundo.

O dinheiro, cerca de US$ 10 milhões/ano, será gasto em ações práticas nas áreas críticas visando: 1- Formar um bom cadastro das fazendas localizadas nos ninhos do vírus; 2- Apoiar a cobertura vacinal do rebanho; 3- Fiscalizar a vacinação; 4- Realizar levantamentos sorológicos.

Segundo Guedes, hoje o governo e a iniciativa privada gastam juntos quase US$ 500 milhões/ano no combate à doença. Com muito menos do que isso, podemos acabar de vez com esta doença medieval, que a cada novo foco causa sérios prejuízos aos países da América do Sul, disse o presidente do Giefa.

O coordenador do Giefa lembrou que os países da América do Sul têm hoje um rebanho de 320 milhões de cabeças a pasto, um regime saudável de criação. Temos um grande potencial como exportadores de carne produzida de forma natural, ao gosto dos consumidores de todo o mundo, disse Guedes.

Erradicar a febre aftosa, segundo ele, é uma tarefa de toda a cadeia produtiva da carne bovina, incluindo os pecuaristas e os frigoríficos. Quem tem boi e vaca não é o governo, disse.

Ao final do seminário, foi divulgada uma carta de intenções do Giefa, que recomenda parcerias estruturadas entre os governos e as organizações do setor produtivo para executar ações de mútuo benefício para a saúde humana e animal com respeito as zoonoses.

O próximo Seminário Interamericano de Saúde Pública e Veterinária já tem data marcada. Será nos dias 27 e 28 de abril de 2007, quando vamos avaliar os trabalhos desenvolvidos pelos Giefa, anunciou Orestes Prata Tibery Júnior, presidente da ABCZ.

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