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DESTAQUES – Menos frango para Arábia Saudita, custos elevados em 2018 e mais

O principal destaque desta semana ficou por conta da Arábia Saudita, que desabilitou 33 frigoríficos brasileiros da lista de exportadores de frango halal. O país é historicamente o maior importador da proteína brasileira. Até então, o Brasil tinha 58 frigoríficos aptos a exportar para a Arábia Saudita. No entanto, somente 30 realmente estavam enviando o frango halal para o país. Com a nova lista, este número cai para 25 plantas habilitadas a exportar. Os motivos alegados para o descredenciamento foram técnicos, de acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. A entidade negou que a medida esteja relacionada com a possível mudança da embaixada do Brasil de Tel Aviv, em Israel, para Jerusalém, o que desagradaria aos países árabes.
A China, por sua vez, aceitou formalmente uma proposta apresentada por exportadores brasileiros de carne de frango com o objetivo de encerrar uma disputa anti-dumping, disse à Reuters na segunda-feira uma advogada envolvida no caso. A sócia do escritório MPA Trade Law, Claudia Marques, que representa os exportadores brasileiros, disse que a decisão chinesa de aceitar a oferta foi comunicada às partes pelo Ministério do Comércio por meio de um relatório. Segundo ela, o acordo entrará em vigor até 18 de fevereiro.
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Já na Republica Dominicana, o Ministério da Agricultura reportou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), um caso de Influenza Aviária em aves comerciais. De acordo com o relatório o caso aconteceu na província de Puerto Plata e levou 745 aves ao abate.
No Brasil, a Facta lançou um livro sobre a produção de matrizes de frangos de corte. O livro traz temas como a produção e características das linhagens para corte, ambiência e instalações, Dimensionamento das granjas, entre outros. A publicação pode ser adquirida através do portal da Facta.
Custos elevados
Os custos de produção de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa, acumularam uma alta de 14,21% durante todo o ano passado. Apenas os custos com a nutrição subiram 11,65% nos 12 meses de 2018. O gasto com a alimentação das aves representa 69% do total dos custos de produção dos frangos. Em seguida, as maiores altas em 2018 ficaram com os itens pinto de um dia (2,18%), custo de capital (0,18%) e depreciação (0,16%). O custo de produção do quilo do frango de corte vivo também se manteve estável em dezembro, encerrando o ano em R$ 2,82 no Paraná, valor calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva.
Já o ICPSuíno caiu pelo terceiro mês consecutivo, chegando aos 219,49 pontos em dezembro, -1,34% em relação a novembro de 2018 (222,47 pontos). No ano, os custos de produção de suínos subiram 9,85%, influenciados principalmente pela alimentação dos animais, que teve um aumento de 9,68%. O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina caiu para R$ 3,84 em dezembro (o menor valor desde março de 2018).
Investimentos
A cooperativa Languiru irá investir R$ 55 milhões na ampliação do abate no Frigorífico de Aves da cooperativa em Westfália, no vale do Taquari. Para isso está recrutando, inicialmente, 80 produtores na região de atuação para se vincular a cooperativa. De acordo com o presidente da cooperativa, Dirceu Bayer, a expectativa com o projeto é dobrar a capacidade de abate. Ele destacou que esta é apenas a primeira etapa do projeto que tem como meta nos próximos quatro anos agregar mais 150 novos produtores de forma intercalada. Atualmente são abatidos mensalmente 2,3 milhões de frangos, transformados em uma linha de produtos composta por mais de 70 itens. Dessa produção, 50% são destinados ao mercado externo.























