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Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
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Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
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Pesquisa

Cientistas dinamarqueses desenvolvem solução inovadora à base de proteínas para combater diarreia em leitões

Descubra como cientistas dinamarqueses desenvolveram uma solução inovadora à base de proteínas para combater diarreia em leitões.

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Cientistas dinamarqueses desenvolvem solução inovadora à base de proteínas para combater diarreia em leitões

A redução do uso de antibióticos e a eliminação gradual do óxido de zinco farmacêutico em rebanhos suínos dinamarqueses têm impulsionado a busca por alternativas para mitigar a diarreia em leitões. Pesquisadores agora acreditam que uma abordagem inovadora, que consiste em ligar proteínas “nanocorpos” à ração, pode ser uma solução eficaz para esse problema de bem-estar e econômico.

Promissores Resultados de Testes

Um teste realizado pelo Departamento de Ciências Animais e Veterinárias da Universidade de Aarhus, em colaboração com uma equipe da Universidade de Parma e a empresa de biotecnologia Bactolife, mostrou resultados promissores. A adição de nanocorpos à ração, pequenos fragmentos de anticorpos denominados construções VHH, tem como alvo a E. coli produtora de toxinas. A inclusão de uma combinação de dois tipos de construções VHH (BL1.2 e BL 2.2) na ração inibiu a diarreia em porcos inoculados com E. coli F4+.

Os testes demonstraram que essa abordagem reduziu o número de bactérias E. coli nas fezes dos animais e diminuiu a capacidade das bactérias de aderir ao intestino. Ao mesmo tempo, as proteínas de ligação reduziram o efeito prejudicial do patógeno sobre a integridade do intestino, que se torna mais permeável após uma infecção por E. coli, tornando o porco vulnerável à transferência de bactérias, vírus e substâncias nocivas para o sangue. A ração contendo construções de VHH melhorou a integridade da barreira intestinal em comparação com suínos infectados que não receberam as construções.

Além disso, os pesquisadores descobriram que as construções VHH modularam a resposta inflamatória dos porcos após uma infecção por E. coli, mantendo o mesmo nível de granulócitos no sangue que um grupo de controle não infectado. Elas também atenuaram as alterações nas proteínas de fase aguda, que são a primeira resposta do animal a uma infecção ou dano tecidual.

Estabilidade Térmica e Aplicabilidade Prática

As construções VHH mostraram-se bastante estáveis em comparação com os anticorpos convencionais. Pesquisas demonstraram que BL1.2 e BL2.2 mantiveram a mesma capacidade de ligação após liofilização e aquecimento a 75 °C, e que BL2.2 teve apenas uma leve redução na capacidade de ligação a 95 °C, indicando que podem suportar o aquecimento utilizado na prática para o processamento de ração. Mais importante ainda, a adição de construções VHH reduziu a ocorrência de diarreia em suínos, mesmo quando a ração era peletizada, o que, segundo Jiajia Xu, pós-doutoranda no instituto, torna a aplicabilidade dessas proteínas na ração muito mais realista.

Próximos Passos e Desafios Legais

A E. coli F4+ e F18+ são as principais causas de diarreia em leitões desmamados. As construções VHH, que funcionam como uma “chave na fechadura”, devem ser direcionadas precisamente às estruturas (fímbrias) que causam a diarreia. Os pesquisadores buscam agora desenvolver construções de VHH contra F18+, para uma abordagem mais abrangente. A estratégia de usar uma combinação de duas construções VHH contra F4+ visa atacar a bactéria em múltiplas frentes, com o BL1.2 ligando-se diretamente às fímbrias F4+ e o BL2.2 ligando-se a toxinas secretadas pela bactéria.

Já se sabia que as construções VHH funcionam individualmente e em combinação quando administradas diretamente na boca dos leitões. A novidade é a sua mistura à ração peletizada, tornando-as mais relevantes para a prática da suinocultura. Embora os anticorpos de camelos tenham sido descobertos há apenas cerca de três décadas, o método de purificação e produção de VHH tem se espalhado em pesquisa, diagnóstico e terapias. O estudo, publicado recentemente no Journal of Animal Science and Biotechnology, sugere que o uso de construções de VHH pode se tornar uma realidade na produção comercial de suínos.

Contudo, um obstáculo é a legislação que impede o uso de construções VHH como aditivo alimentar. Isso exige aprovação na UE baseada em documentação completa de seus efeitos e uma avaliação de possíveis efeitos nocivos das substâncias.

Referência: Pig Progress

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