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Indústria suína da Bulgária se recupera após PSA, mas enfrenta novas ameaças comerciais

Descubra como a indústria suína da Bulgária se recupera após PSA, enfrentando novos desafios no comércio internacional

Indústria suína da Bulgária se recupera após PSA, mas enfrenta novas ameaças comerciais

A indústria suína da Bulgária se recuperou dos devastadores surtos de Peste Suína Africana (PSA) de 2019, que custaram ao país cerca de 25% de sua população suína. Em 2024, a produção de carne suína búlgara atingiu 83.000 toneladas, superando o nível de 2019. No entanto, a recuperação do setor é considerada frágil, conforme relatou Dimitar Mihaylov, diretor executivo da Associação Búlgara de Criadores de Suínos, à mídia local.

Desafios de Exportação e Infraestrutura

A Bulgária ainda enfrenta problemas que limitam o seu crescimento. Desde os surtos de PSA, as oportunidades de exportação de carne suína permaneceram limitadas. Mihaylov explicou que o país só consegue exportar para outros países da União Europeia que também lidam com a PSA.

Além disso, o país sofre com a escassez de matadouros para viabilizar o crescimento da produção. Mihaylov criticou o fato de que, apesar de terem recebido financiamento significativo da UE nos últimos 10 a 15 anos, os frigoríficos búlgaros não investiram em matadouros e estão abastecendo sua capacidade expandida com matérias-primas da Europa Ocidental.

Impacto das Tarifas Chinesas e Críticas à UE

A maior ameaça atual à indústria suína da Bulgária vem da China, que decidiu impor taxas antidumping sobre a carne suína de vários países europeus. Mihaylov previu que esse é mais um golpe que se segue à COVID-19, à PSA, ao conflito na Ucrânia e ao aumento dos custos das matérias-primas. Ele alertou que o impacto se refletirá não apenas nas exportações, mas também no mercado interno da UE, podendo mergulhar a região em uma crise de excesso de oferta. O aumento dos custos de produção, segundo ele, tornará a Europa “novamente pouco competitiva em comparação com países como os Estados Unidos e o Brasil”.

Mihaylov também criticou as iniciativas da Comissão Europeia de proibir a criação de suínos, aves e bezerros em gaiolas. Ele afirmou que a indústria sofrerá enormes perdas se a demanda para abolir o confinamento em gaiolas for atendida, classificando a iniciativa como inoportuna para o setor suíno.

Referência: Pig Progress

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