Março de 2026 registra aumento da Peste Suína Africana na Renânia do Norte-Vestfália. Entenda a situação atual e seus impactos
Peste Suína Africana avança na Alemanha e concentra pressão sanitária no país

O mês de março de 2026 registra um dos períodos mais intensos de detecção da Peste Suína Africana no estado da Renânia do Norte-Vestfália, principal foco atual da doença no país. Dados do sistema oficial alemão de monitoramento sanitário (TSIS) indicam a identificação de 73 carcaças de javalis infectados até o momento, evidenciando a continuidade da circulação viral na região.
Os casos estão distribuídos entre os distritos de Olpe, com 28 ocorrências registradas apenas em março, Siegen-Wittgenstein, com 41, e Hochsauerlandkreis, com 4. Este último chama atenção das autoridades sanitárias por representar uma área de expansão recente da doença, com os primeiros registros datando de fevereiro, o que sugere avanço geográfico do vírus.
O volume atual se aproxima do pico observado em agosto de 2025, quando foram contabilizados 74 casos no estado. Em comparação com os meses anteriores, observa-se crescimento expressivo: janeiro registrou 23 ocorrências e fevereiro, 32. Apesar da pressão sanitária elevada na fauna silvestre, não há, até o momento, registros da doença em granjas comerciais de suínos na região.
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No cenário nacional, a Peste Suína Africana apresenta comportamento mais controlado em outros estados alemães. Em Hesse, a incidência permanece baixa, com apenas três casos confirmados em março e sem ultrapassar 20 registros mensais desde agosto de 2025. Estados do sul, como Renânia-Palatinado e Baden-Württemberg, caminham para possível reconhecimento de área livre ainda em 2026, considerando que os últimos focos ocorreram em meados do ano anterior.
Situação semelhante é observada em Brandemburgo, no leste do país e fronteira com a Polônia, onde foram registrados os primeiros casos de PSA na Alemanha. O último javali infectado foi identificado em maio de 2025. Pelos critérios sanitários, um estado pode ser considerado livre da doença após 12 meses sem novos registros.
O avanço concentrado na Renânia do Norte-Vestfália reforça o alerta para a necessidade de intensificação das medidas de biosseguridade e monitoramento, sobretudo para evitar a introdução do vírus na suinocultura comercial. A manutenção do status sanitário das granjas é considerada estratégica para a cadeia produtiva, especialmente diante dos impactos econômicos associados à doença no comércio internacional de carne suína.
Referência: Pig Progress





















