Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,09 / kg
Soja - Indicador PRR$ 125,51 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 132,23 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,57 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,23 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,75 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,21 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 185,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 154,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.375,01 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.324,35 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 185,01 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 159,41 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 155,30 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 173,67 / cx
Destaque Todas Páginas
Sustentabilidade

Carbono, biogás e protocolo com China: o agro brasileiro reposiciona sua agenda de valor

Em 48 horas, três movimentos distintos convergem para o mesmo vetor: transformar passivos ambientais e cortes de menor valor em receita.

Compartilhar essa notícia
Carbono, biogás e protocolo com China: o agro brasileiro reposiciona sua agenda de valor

O dia 20 de maio de 2026 não traz um único evento disruptivo — mas o conjunto de movimentos das últimas 48 horas aponta para uma reconfiguração silenciosa na forma como o agronegócio brasileiro monetiza ativos até recentemente subestimados. O protocolo Brasil-China para miúdos suínos, a inclusão do agronegócio no cronograma do mercado regulado de carbono pelo Ministério da Fazenda, e o workshop gaúcho sobre biogás na suinocultura compõem um padrão coerente: o setor aprende a precificar o que antes descartava.

Na cadeia suína, o movimento é duplo. Os miúdos — cortes de baixo valor no mercado doméstico — ganham acesso formal ao maior comprador global de proteína animal. Simultaneamente, os dejetos da mesma suinocultura passam a ser discutidos como matéria-prima energética no âmbito do Plano ABC+, com potencial de geração de biogás que reduziria o custo de energia elétrica nas granjas e geraria crédito de carbono no futuro próximo. O CEO da Datagro, ao comentar o etanol de milho, sintetizou essa lógica ao afirmar que “energia e alimento andam juntos” — modelo que já eleva preços de milho no interior do Mato Grosso e acelera a pecuária regional, segundo Canal Rural. A conexão entre bioenergia, demanda de grãos para ração e valorização da proteína animal começa a se tornar um ciclo identificável, não apenas uma promessa setorial.

O mercado regulado de carbono representa o vetor mais novo e de maior incerteza. A inclusão do agronegócio no cronograma pelo Ministério da Fazenda é um marco regulatório, mas a operacionalização exige definição de metodologia de mensuração, verificação e registro de emissões evitadas ou removidas — estrutura que o setor ainda não tem de forma padronizada. A Itália, que iniciou programa piloto de vacinação contra influenza aviária em Veneto e Lombardia, oferece um paralelo útil: pilotos regulatórios bem desenhados criam aprendizado institucional antes da escala, mas demandam tempo e investimento técnico que nem sempre o setor privado financia sozinho. No Brasil, o risco é que o cronograma de carbono avance no papel mais rápido do que a capacidade de medição e governança nas propriedades.

Para o analista ou executivo que acompanha o setor, o sinal do dia é que a fronteira de valor do agronegócio brasileiro se amplia para além da tonelada de grão ou da arroba de proteína. Quem desenvolver capacidade de gerar, medir e certificar esses novos ativos — créditos de carbono, biogás, cortes antes descartados — estará melhor posicionado em um mercado que remunera diferenciação com crescente regularidade.

Fonte: MAPA

Assuntos Relacionados
boletimSIsustentabilidade
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 64,09
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 125,51
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 132,23
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,57
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,23
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,55
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,49
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,75
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 4,80
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 166,21
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 166,72
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 182,21
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 185,64
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 154,11
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 174,02
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,28
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.375,01
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.324,35
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 185,01
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 159,41
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 155,30
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 173,67
    cx

Relacionados

SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327