Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Sustentabilidade

Carbono, biogás e protocolo com China: o agro brasileiro reposiciona sua agenda de valor

Em 48 horas, três movimentos distintos convergem para o mesmo vetor: transformar passivos ambientais e cortes de menor valor em receita.

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Carbono, biogás e protocolo com China: o agro brasileiro reposiciona sua agenda de valor

O dia 20 de maio de 2026 não traz um único evento disruptivo — mas o conjunto de movimentos das últimas 48 horas aponta para uma reconfiguração silenciosa na forma como o agronegócio brasileiro monetiza ativos até recentemente subestimados. O protocolo Brasil-China para miúdos suínos, a inclusão do agronegócio no cronograma do mercado regulado de carbono pelo Ministério da Fazenda, e o workshop gaúcho sobre biogás na suinocultura compõem um padrão coerente: o setor aprende a precificar o que antes descartava.

Na cadeia suína, o movimento é duplo. Os miúdos — cortes de baixo valor no mercado doméstico — ganham acesso formal ao maior comprador global de proteína animal. Simultaneamente, os dejetos da mesma suinocultura passam a ser discutidos como matéria-prima energética no âmbito do Plano ABC+, com potencial de geração de biogás que reduziria o custo de energia elétrica nas granjas e geraria crédito de carbono no futuro próximo. O CEO da Datagro, ao comentar o etanol de milho, sintetizou essa lógica ao afirmar que “energia e alimento andam juntos” — modelo que já eleva preços de milho no interior do Mato Grosso e acelera a pecuária regional, segundo Canal Rural. A conexão entre bioenergia, demanda de grãos para ração e valorização da proteína animal começa a se tornar um ciclo identificável, não apenas uma promessa setorial.

O mercado regulado de carbono representa o vetor mais novo e de maior incerteza. A inclusão do agronegócio no cronograma pelo Ministério da Fazenda é um marco regulatório, mas a operacionalização exige definição de metodologia de mensuração, verificação e registro de emissões evitadas ou removidas — estrutura que o setor ainda não tem de forma padronizada. A Itália, que iniciou programa piloto de vacinação contra influenza aviária em Veneto e Lombardia, oferece um paralelo útil: pilotos regulatórios bem desenhados criam aprendizado institucional antes da escala, mas demandam tempo e investimento técnico que nem sempre o setor privado financia sozinho. No Brasil, o risco é que o cronograma de carbono avance no papel mais rápido do que a capacidade de medição e governança nas propriedades.

Para o analista ou executivo que acompanha o setor, o sinal do dia é que a fronteira de valor do agronegócio brasileiro se amplia para além da tonelada de grão ou da arroba de proteína. Quem desenvolver capacidade de gerar, medir e certificar esses novos ativos — créditos de carbono, biogás, cortes antes descartados — estará melhor posicionado em um mercado que remunera diferenciação com crescente regularidade.

Fonte: MAPA

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