Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Sustentabilidade

Carbono, biogás e protocolo com China: o agro brasileiro reposiciona sua agenda de valor

Em 48 horas, três movimentos distintos convergem para o mesmo vetor: transformar passivos ambientais e cortes de menor valor em receita.

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Carbono, biogás e protocolo com China: o agro brasileiro reposiciona sua agenda de valor

O dia 20 de maio de 2026 não traz um único evento disruptivo — mas o conjunto de movimentos das últimas 48 horas aponta para uma reconfiguração silenciosa na forma como o agronegócio brasileiro monetiza ativos até recentemente subestimados. O protocolo Brasil-China para miúdos suínos, a inclusão do agronegócio no cronograma do mercado regulado de carbono pelo Ministério da Fazenda, e o workshop gaúcho sobre biogás na suinocultura compõem um padrão coerente: o setor aprende a precificar o que antes descartava.

Na cadeia suína, o movimento é duplo. Os miúdos — cortes de baixo valor no mercado doméstico — ganham acesso formal ao maior comprador global de proteína animal. Simultaneamente, os dejetos da mesma suinocultura passam a ser discutidos como matéria-prima energética no âmbito do Plano ABC+, com potencial de geração de biogás que reduziria o custo de energia elétrica nas granjas e geraria crédito de carbono no futuro próximo. O CEO da Datagro, ao comentar o etanol de milho, sintetizou essa lógica ao afirmar que “energia e alimento andam juntos” — modelo que já eleva preços de milho no interior do Mato Grosso e acelera a pecuária regional, segundo Canal Rural. A conexão entre bioenergia, demanda de grãos para ração e valorização da proteína animal começa a se tornar um ciclo identificável, não apenas uma promessa setorial.

O mercado regulado de carbono representa o vetor mais novo e de maior incerteza. A inclusão do agronegócio no cronograma pelo Ministério da Fazenda é um marco regulatório, mas a operacionalização exige definição de metodologia de mensuração, verificação e registro de emissões evitadas ou removidas — estrutura que o setor ainda não tem de forma padronizada. A Itália, que iniciou programa piloto de vacinação contra influenza aviária em Veneto e Lombardia, oferece um paralelo útil: pilotos regulatórios bem desenhados criam aprendizado institucional antes da escala, mas demandam tempo e investimento técnico que nem sempre o setor privado financia sozinho. No Brasil, o risco é que o cronograma de carbono avance no papel mais rápido do que a capacidade de medição e governança nas propriedades.

Para o analista ou executivo que acompanha o setor, o sinal do dia é que a fronteira de valor do agronegócio brasileiro se amplia para além da tonelada de grão ou da arroba de proteína. Quem desenvolver capacidade de gerar, medir e certificar esses novos ativos — créditos de carbono, biogás, cortes antes descartados — estará melhor posicionado em um mercado que remunera diferenciação com crescente regularidade.

Fonte: MAPA

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