Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Meio Ambiente

Sem consenso sobre clima

Termina sem consenso reunião sobre posição brasileira na negociação do clima. Novo encontro deve ocorrer hoje (14/10).

A menos de 60 dias da reunião da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca), o governo federal ainda não definiu que posições os negociadores brasileiros defenderão na negociação e que compromissos o Brasil vai assumir para reduzir as emissões nacionais de gases de efeito estufa.

Em reunião ontem (13/10) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, apresentaram três propostas para Copenhague. A ideia agora é reunir as sugestões em uma proposta única, que o presidente deve voltar a avaliar ainda este mês.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que chefia a delegação brasileira na negociação do clima, também assistiu às apresentações, mas deixou a reunião sem comentar as propostas. “O Brasil vai ter uma posição de protagonista, importante e compatível com a sua pretensão de desenvolvimento sustentável”, resumiu.

Ao final da reunião, que durou mais de três horas, Minc disse que Lula “manifestou agrado e considerou as três posições fortes e consistentes”. Segundo o ministro, o presidente espera que a posição brasileira na reunião da ONU seja “forte e de liderança”.

Minc detalhou a proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente, que prevê a estabilização das emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2020, em comparação aos níveis de 2005, com emissão cerca de 2,2 bilhões de toneladas por ano.

O ministro confirmou a meta de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, anunciada por Lula no programa de rádio Café com o Presidente. O compromisso é uma adaptação do que estava previsto no Plano Nacional de Mudança Climática, que previa redução de 70% até 2017. “Antes era uma meta interna e voluntária, agora vai ser um compromisso internacional e obrigatório”, afirmou Minc.

O desmatamento é a principal fonte brasileira de emissões de gases de efeito estufa. Com a queda, o país deixaria de emitir cerca de 5 bilhões de toneladas de gás carbônico. No entanto, para alcançar esses níveis de redução, será necessário dinheiro internacional, o que pode inviabilizar o compromisso, uma vez que atualmente os mecanismos de financiamento estão entre os grandes entraves da negociação climática global.

Minc afirmou que a reunião teve mais convergências do que oposições entre as propostas. “As abordagens foram diferentes, mas não foram apresentados números divergentes”. Na avaliação de Luiz Pinguelli Rosa, que representou a sociedade civil na reunião, “não será fácil a tarefa” de conciliar as posições. “A posição do fórum é cobrar ações mais fortes do governo em Copenhague.”

Segundo o ministro do Meio Ambiete, uma nova reunião sobre as propostas está prevista para hoje (14/10). Se os ministérios conseguirem chegar a um consenso sobre a posição a ser defendida pelo Brasil, uma novo encontro com o presidente Lula deve ser realizado no dia 20.

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