Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
Destaque Todas Páginas
Meio Ambiente

Só uso correto retém carbono

Obedecer aos três princípios básicos é essencial: não revolver o solo, fazer rotação e deixar a palhada no solo.

Embora a técnica ocupe 26 milhões de hectares, não se sabe a área na qual o plantio direto é feito com qualidade. “Obedecer aos seus três princípios básicos é fundamental para que de fato ocorra o sequestro de carbono”, diz o professor Carlos Eduardo Cerri. Não adianta não revolver o solo, mas não fazer a rotação de culturas ou não deixar a palhada no solo. “Quando o solo não é revolvido há uma tendência natural de compactação. Isso pode ser resolvido com a rotação de culturas, com o plantio de espécies de sistema radicular agressivo, que “quebram” as camadas mais endurecidas de terra.”

O importante, diz, é deixar de fazer monocultura ou sucessão de culturas e introduzir um terceiro cultivo. “Este cultivo – girassol, nabo forrageiro, algodão, canola, trigo, aveia, etc. – tem o papel de fornecer palhada e equilibrar o solo, estimulando a diversidade microbiana na área.”

Seguido à risca, o plantio direto pode sequestrar até 0,8 tonelada de carbono/hectare/ano no solo. Quem garante é o produtor Herbert Arnold Bartz, diretor da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha. A primeira experiência comercial com plantio direto foi realizada na propriedade de Bartz, em Rolândia (PR), em 1972. “Manter o solo constantemente coberto garante a diversidade biológica do solo. Agora, sabe-se que o plantio direto assimila carbono.”

Em sua propriedade de 160 hectares, em Grandes Rios (PR), Bartz planta arroz, soja e milho e faz a integração lavoura-pecuária. Na rotação, cultiva aveia preta, aveia branca, triticale e nabo forrageiro. “Hoje, talvez a integração lavoura-pecuária seja a prática conservacionista mais moderna, pois mantém os ganhos econômicos”, diz. “A agricultura brasileira tem várias maneiras de neutralizar a emissão de gases-estufa.” No campo, o produtor pode até desconhecer o conceito de sequestro de carbono via plantio direto, mas sabe dos benefícios da presença de matéria orgânica no solo. “Carbono é a forma pela qual se expressa a quantidade de matéria orgânica no solo”, explica Cerri. “E todo produtor sabe que a matéria orgânica melhora as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo”.

Uma pesquisa de 20 anos

Pesquisa conduzida há 20 anos pela Embrapa confirma o papel fundamental do plantio direto na redução de emissão de gases-estufa pela agropecuária brasileira. O estudo, publicado em junho na revista americana Agriculture, Ecosystems & Environment, mostra que o plantio direto acumula cerca de duas vezes mais carbono no solo se comparado ao plantio convencional. “O plantio direto ajuda o solo a sequestrar carbono porque não há revolvimento da terra. Com isso, há redução da taxa de decomposição”, diz o pesquisador Júlio Cezar Franchini, da Embrapa Soja. “O sequestro de carbono é uma equação. De uma forma bem simples, o sequestro é a diferença entre a quantidade de carbono que entra no sistema e a que sai e, para ter sequestro, tem que haver mais entrada e menos saída.”

A pesquisa coletou amostras de latossolo vermelho em 16 pontos, sob plantio direto e plantio convencional, do campo experimental da Embrapa Soja, em Londrina (PR). Nesta área, por 20 anos, houve sucessão de soja no verão e trigo no inverno. Nos últimos 12 anos, foi feita a rotação de milho no verão e tremoço e aveia preta na cobertura do solo no inverno. “Concluímos que, sob plantio direto contínuo, 79,4 quilos de carbono/hectare/hora deixaram de ser emitidos para a atmosfera. No plantio convencional, o desempenho foi 63,3% menor”, diz.

Assuntos Relacionados agricultura
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343