Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Meio Ambiente

Emissão de CO2 reduzida

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta contribui com metas brasileiras de redução de gases de efeito estufa.

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Alternativa econômica e sustentável, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma das vertentes da chamada “agricultura verde”, que alia aumento da produtividade na fazenda e preservação do meio ambiente. O sistema combina atividades agrícolas, florestais e pecuárias, promovendo a recuperação de pastagens em degradação. De acordo com o Ministério da Agricultura, a área utilizada nesse sistema pode ser aumentada em quatro milhões de hectares nos próximos dez anos. Com a técnica, a previsão é que o volume de toneladas de dióxido de carbono (CO2) diminua entre 18 milhões e 22 milhões no período.

A iniciativa contribui efetivamente para o cumprimento das metas de redução dos gases de efeito estufa assumidas pelo Brasil na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15), em Copenhague (Dinamarca). A ILPF faz parte do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado há dois meses pelo governo federal, com o propósito de ampliar a eficiência na lavoura ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente. Para a safra 2010/2011, serão aplicados R$ 2 bilhões, a juros de 5,5% ao ano e prazo de pagamento de até 12 anos.

 Realizada no Brasil há mais de 40 anos, a técnica consiste no cultivo de uma espécie florestal, com espaço ampliado, que possibilita, por dois ou três anos, a adoção de uma cultura de interesse comercial, como soja, milho e feijão. Em seguida, a área é coberta por forrageira (planta para alimentação do gado) associada a milho ou sorgo. Após a colheita dos grãos, o pasto é formado nas “entrelinhas” da floresta cultivada, permitindo a criação de bovinos e sua exploração até o corte da madeira.

Para o pesquisador Luiz Carlos Balbino, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o sistema pode ser adotado em todas as propriedades rurais, de pequeno a grande porte. A técnica é vantajosa, na opinião do pesquisador, porque maximiza a quantidade de produtos agrícolas e conserva os recursos naturais. “Isso é obtido por meio da integração das atividades agrícolas, pecuárias e florestais, pela convivência em uma mesma área, a partir da sincronização de suas etapas de produção, que se retroalimentam”, destaca.

O produtor Ivo Mello, de Alegrete (RS), usa a Integração Lavoura-Pecuária como forma de racionalizar e otimizar os recursos da propriedade e aumentar sua receita. Para ele, uma das vantagens do sistema é o nível da adubação para o plantio de grãos, após o uso de forrageiras. “As pastagens de altíssima qualidade usadas para a alimentação do gado melhoram o solo, com matéria orgânica, o que beneficia a cultura seguinte, de grãos, evitando a aplicação de herbicidas”, explica.

Atualmente, a Embrapa, por meio do Departamento de Transferência de Tecnologia, coordena uma rede de pesquisadores de 30 centros da própria instituição, universidades, empresas públicas e privadas, órgãos de assistência técnica e extensão rural, além de organizações não-governamentais, para ordenar as ações do projeto Transferência de Tecnologia para ILPF. Esse projeto propõe o repasse de conhecimentos para a recuperação de pastagens em degradação e de lavouras com problemas de produtividade e sustentabilidade. Estudo realizado no projeto estima que, do total de áreas de pastagens em degradação, cerca de 50 milhões de hectares, são consideradas agricultáveis.

História – No Cerrado, os primeiros sistemas de ILPF nasceram entre as décadas de 60 e 70, com a necessidade de diversificar a atividade agropecuária. Devido ao manejo extrativista e à reduzida – ou inexistente – utilização de insumos após a adoção de pastagens, essas áreas começavam a se degradar rapidamente, perdendo o potencial produtivo.

Como forma de recuperação, alguns produtores começaram a “reformar” os pastos, plantando novas culturas, como arroz ou milho. Essa prática resgatou as pastagens produtivas e lucrativas, a partir da venda dos grãos.

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