Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Conjuntura pode abrir oportunidades ao país

A “agroinflação”, que eleva o custo de produção de alimentos, cria um ambiente favorável para derrubar barreiras que existem hoje em alguns países a produtos como carnes suína e de frango do Brasil.

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Redação (25/04/2008)- Isto é o que pensa Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). 

O fenômeno da alta de preços – motivado pela maior demanda por grãos num momento de queda nos estoques – também tem efeitos nos custos de produção das carnes por aqui, mas o país, segundo Camargo Neto, ainda é mais competitivo nesse quesito se comparado a Estados Unidos e Europa.

"No momento em que se torna mais importador, é mais fácil para um país prestar atenção ao Brasil", diz. No cenário atual, afirma ele, "aumenta a competitividade relativa do Brasil". E acrescenta: "Existe um ambiente favorável desde que o Brasil aproveite". Por enquanto, porém, não há indicação de países que, pressionados pela alta de custos de produção, estejam mostrando mais disposição de comprar do Brasil. Mas o Japão, cobiçado pelos exportadores brasileiros de carne suína, já mostra preocupação com o fluxo das exportações de uma maneira geral.

Hoje, o país asiático compra carne suína dos EUA e da Europa e não adquire o produto brasileiro, pois não aceita o critério de regionalização para a febre aftosa, usado no Brasil e que é referendado pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Camargo Neto reconhece que ainda há muitas incertezas em relação ao cenário de preços dos alimentos. Atualmente, porém, a carne suína brasileira tem um preço 10% a 20% menor do que o produto europeu ou americano, de acordo com ele. 

Fábio Meirelles, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e recém-reeleito presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), reforça o coro favorável à liberalização do comércio e ataca os subsídios concedidos pelos países desenvolvidos, que distorceram o mercado nas últimas décadas. 

Em Gana, discussões na 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) concluíram que os países em desenvolvimento precisam investir em infra-estrutura e agregar valor para avançar com a "agroinflação". 

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