Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Conjuntura pode abrir oportunidades ao país

A “agroinflação”, que eleva o custo de produção de alimentos, cria um ambiente favorável para derrubar barreiras que existem hoje em alguns países a produtos como carnes suína e de frango do Brasil.

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Redação (25/04/2008)- Isto é o que pensa Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). 

O fenômeno da alta de preços – motivado pela maior demanda por grãos num momento de queda nos estoques – também tem efeitos nos custos de produção das carnes por aqui, mas o país, segundo Camargo Neto, ainda é mais competitivo nesse quesito se comparado a Estados Unidos e Europa.

"No momento em que se torna mais importador, é mais fácil para um país prestar atenção ao Brasil", diz. No cenário atual, afirma ele, "aumenta a competitividade relativa do Brasil". E acrescenta: "Existe um ambiente favorável desde que o Brasil aproveite". Por enquanto, porém, não há indicação de países que, pressionados pela alta de custos de produção, estejam mostrando mais disposição de comprar do Brasil. Mas o Japão, cobiçado pelos exportadores brasileiros de carne suína, já mostra preocupação com o fluxo das exportações de uma maneira geral.

Hoje, o país asiático compra carne suína dos EUA e da Europa e não adquire o produto brasileiro, pois não aceita o critério de regionalização para a febre aftosa, usado no Brasil e que é referendado pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Camargo Neto reconhece que ainda há muitas incertezas em relação ao cenário de preços dos alimentos. Atualmente, porém, a carne suína brasileira tem um preço 10% a 20% menor do que o produto europeu ou americano, de acordo com ele. 

Fábio Meirelles, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e recém-reeleito presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), reforça o coro favorável à liberalização do comércio e ataca os subsídios concedidos pelos países desenvolvidos, que distorceram o mercado nas últimas décadas. 

Em Gana, discussões na 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) concluíram que os países em desenvolvimento precisam investir em infra-estrutura e agregar valor para avançar com a "agroinflação". 

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