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Greve agrária na Argentina começa a prejudicar exportações de grãos

As organizações do maior movimento agrário do país decidiram estender na segunda-feira por mais uma semana seu ato de protesto.

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Redação (04/06/2008)- As exportações da Argentina, maior fornecedora mundial de farinhas e azeites de soja, começaram a ser afetadas pela primeira vez em quase 90 dias de rebelião fiscal de agricultores, informou nesta terça-feira uma fonte empresarial.

"Foram afetadas as operações de milho, soja e outros grãos nos terminais portuários", disse à AFP uma fonte da Bolsa de Comércio de Rosário, maior pólo agroindustrial de Buenos Aires.

As organizações do maior movimento agrário do país decidiram estender na segunda-feira por mais uma semana seu ato de protesto, que consiste em paralisar a comercialização interna de grãos destinados à exportação.

"Há quatro fábricas paralisadas por falta de matéria-prima, como milho e soja", acrescentou a fonte.

O conflito com milhares de agricultores eclodiu quando o governo elevou os impostos às exportações de soja, cuja colheita foi avaliada em cerca de US$ 24 bilhões, dos quais se tenta obter uma arrecadação fiscal de US$ 11 bilhões.

Nos portos da chamada Grande Rosário 75% do milho exportado pela Argentina é embarcado. O país é o quinto maior exportador desse grão.

A presidente Cristina Kirchner disse nesta terça-feira em Roma, onde participa da cúpula da FAO, que o conflito com os agricultores na Argentina é impulsionado pela "ação especulativa dos investidores de grãos".

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