Segundo o levantamento, foram produzidas no país 435,1 milhões de cabeças em novembro. Em outubro foram 496,1 milhões de aves.
Indústria de frango reage à crise e reduz produção em novembro
Redação (12/12/2008)- O setor de frango começou a reagir à crise internacional que derrubou as exportações brasileiras do produto e pressiona as cotações internas. Pelo menos é o que indicam números preliminares levantados pela Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco) que mostram uma forte queda – de 12% – na produção na comparação entre novembro e outubro deste ano.
Segundo o levantamento, foram produzidas no país 435,1 milhões de cabeças em novembro – em outubro foram 496,1 milhões de aves. Em nota, José Flávio Neves Mohallem, presidente da Apinco, diz que o setor produtivo está "fazendo a lição de casa". José Carlos Godoy, secretário-executivo, acrescenta que a redução da produção já é reflexo da preocupação do setor com a oferta elevada e com a queda das exportações. "As exportações estão lá embaixo e não há perspectiva de mudança no curto prazo", afirmou.
Ele observou que como a capacidade de produção do setor vem aumentando, em novembro a produção de pintos poderia ter chegado aos 500 milhões de cabeças e ultrapassado a quantidade de outubro. Mas diante do mercado negativo, as empresas decidiram reduzir o alojamento.
Pelas estimativas de Godoy, a exportação de frango em novembro deve ser de 230 mil toneladas para uma produção nacional de 990 mil a 1 milhão de toneladas do produto. Em outubro, a produção já havia somado 990 mil toneladas, mas as vendas externas foram maiores: 315 mil toneladas. Isso significa que a disponibilidade doméstica aumentou em novembro.
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"Frango que deveria ser exportado está sendo jogado no mercado interno", disse Godoy. Neste cenário de maior oferta doméstica, o preço do frango vivo saiu de R$ 1,80 o quilo há um mês para R$ 1,60 ontem no mercado paralelo de São Paulo, conforme acompanhamento da Jox Assessoria Agropecuária. Oto Xavier, da Jox, observou que no curto prazo a pressão sobre as cotações do frango deve continuar já que o efeito da redução da produção agora só deve ser sentido em cerca de dois meses.
Apesar da campanha de entidades do setor por uma redução da oferta de frango, o levantamento da Apinco indicou que a produção pode voltar a crescer em dezembro, para 456,1 milhões de cabeças. Segundo a associação, considerado o volume alcançado nos 30 dias de novembro (14,5 milhões de cabeças/dia), a produção de dezembro pode chegar aos 450 milhões de pintos. Como a capacidade de produção é crescente, esse número pode ser maior.
Para a Apinco, o "ideal" seria uma produção de 400 milhões de cabeças por mês. A recomendação da entidade para regular o mercado é o descarte de matrizes.






















