Dinheiro economizado foi mais que suficiente para pagar os R$ 6,142 bilhões de juros da dívida no período.
Brasil economiza R$ 10 bi em setembro e tem superávit nominal
Redação (31/10/2008)- O setor público brasileiro conseguiu fechar as contas de setembro com superávit nominal, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. No mês passado, União, Estados, municípios e empresas estatais fizeram um superávit primário (receitas menos despesas, sem considerar o pagamento de juros) de R$ 10,005 bilhões, bem acima dos R$ 3,554 bilhões do mesmo período de 2007. O dinheiro economizado foi mais que suficiente para pagar os R$ 6,142 bilhões de juros da dívida no período, garantindo assim superávit nominal de R$ 3,863 bilhões.
No resultado de setembro, o governo central contribuiu com superávit nominal arredondado de R$ 1,013 bilhão – basicamente, por conta do saldo positivo de R$ 3,718 bilhões do Banco Central, já que o governo federal, incluindo o INSS, teve déficit de R$ 2,704 bilhões no mês.
Os governos estaduais contribuíram com resultado positivo de R$ 133 milhões e os municípios tiveram déficit nominal de R$ 25 milhões, assim o conjunto dos governos regionais contribuiu com superávit nominal de R$ 108 milhões. As empresas estatais federais contribuíram com saldo positivo R$ 3,020 bilhões, enquanto as estatais estaduais com R$ 211 milhões de déficit.
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No mês passado, o governo central registrou superávit primário de R$ 5,173 bilhões, enquanto os governos regionais tiveram superávit de R$ 1,590 bilhão e as estatais, superávit primário de R$ 3,242 bilhões.
O superávit primário é o resultado da arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais. Nesse cálculo, não é levado em conta o pagamento de juros da dívida.
Em 12 meses encerrados em setembro, o superávit primário foi equivalente a 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 4,41% do PIB em 12 meses até agosto. Também em 12 meses, o déficit nominal foi equivalente a 1,32% do PIB – o menor patamar desde o início da série histórica do BC, em 1991.
O BC informou ainda que a dívida líquida total do setor público caiu para valor equivalente a 38,3% do PIB no mês passado, frente a 40,4% em agosto. A retração na relação dívida/PIB refletiu principalmente a queda do real frente ao dólar, uma vez que o país é credor líquido na moeda estrangeira. "A desvalorização cambial ocorrida no mês foi responsável pela redução de 1,6 ponto percentual na relação dívida/PIB", afirmou o BC em nota.





















