Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
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Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
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O crescimento da agricultura em xeque

Brasil é o único País do mundo com condições de expandir a produção de alimentos e de bioenergia, mas tem como gargalo a extrema dependência por fertilizantes.

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Redação (20/10/2008)- A dependência brasileira por fertilizantes importados pode prejudicar ou até impedir o crescimento da agricultura. Apontado como um dos únicos países do mundo com condições de expandir a produção de alimentos e de bioenergia – com áreas ainda disponíveis, clima propício e água suficiente – o maior gargalo enfrentado é o fornecimento deste tipo de insumo, indispensável para garantir uma boa produtividade das lavouras. O governo federal já trata o tema como questão de segurança nacional e tem como meta tornar o País auto-suficiente no médio prazo (acima de cinco anos).

"Os fertilizantes são o "calcanhar de Aquiles" do Brasil porque torna o País vulnerável. É uma questão de segurança nacional", chegou o afirmar o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, durante visita a Londrina no início deste mês. Segundo ele, o governo federal está elaborando um documento que vai estabelecer as metas e os prazos para que o País deixe de ser dependente destes insumos. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que neste ano o País deverá importar 74% do consumo de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) e 92% da demanda total por potássio.

A produção nacional está estimada em 2.149 milhões de toneladas de NPK, ante um consumo de 6.077 milhões de toneladas. Somente de potássio, o País produz 262 mil toneladas, mas consome 3.150 milhões de toneladas. Para o pesquisador Mauro Osaki, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, o País pode até ter jazidas a serem exploradas, mas é preciso verificar a sua viabilidade. "Com as privatizações as jazidas estão com as grandes empresas e ainda pode ser mais barato importar do que explorá-las", avalia.
Outro problema apontado por ele é que muitas minas estão localizadas em áreas de preservação ambiental e, por isso, a sua extração deverá ocorrer de forma sustentada e sem causar danos ao ecossistema.

Número de jazidas

De acordo com o Mapa, atualmente o Brasil tem apenas dez jazidas em exploração entre rocha fosfática, concentrado fosfático e potássio. Cinco delas estão em Minas Gerais, duas em Goiás, enquanto São Paulo, Bahia e Sergipe têm uma mina cada. Para aumentar esta produção, segundo o ministro Stephanes o governo está convocando as empresas exploradoras de minério que atuam no País para que passem a retirar os componentes de outras minas que podem ser exploradas. O Brasil importa 91% de todo o potássio utilizado na composição de fertilizantes, enquanto a substância é explorada em apenas uma jazida localizada em Sergipe, que responde por 6% do consumo interno.

Segundo estudo do governo são duas as áreas potenciais para abertura de novas minas: em Nova Olinda (AM) e Santa Rosa de Lima (SE). A projeção é que a capacidade aumente para 20% do consumo interno. Também já foi levantado que o País tem 16 reservas de fósforo e que nem todas são exploradas. Cerca de 60% deste componente utilizado nas lavouras é importado, mas a previsão do governo é que o País alcance a auto-suficiência em seis ou sete anos. Já a produção de fertilizantes nitrogenados é encarada de forma mais simples. Isso ocorre porque o nitrogênio é extraído do gás natural, cuja jazidas já serão exploradas pela Petrobras.

Manejo

Para Mauro Osaki a dependência por fertilizantes pode, de fato, restringir o aumento da agricultura brasileira. No entanto, ele lembra que não há novas áreas para expansão de lavouras, a não ser no Brasil. "O aumento dos custos dos fertilizantes e a demanda mundial vão encarecer os preços das commodities agrícolas. Somente na China o consumo de alimentos cresce 8%", diz. Ele afirma que é preciso investimentos de base em pesquisas agropecuárias como forma de reduzir a dependência por fertilizantes, como estudos de cultivares mais adaptadas para cada tipo de solo brasileiro.

Aos produtores cabe fazer a análise do solo e manejos adequados à fertilidade de cada solo. "Em alguns casos pode não haver necessidade de tanto adubo", comenta Osaki. Práticas como plantio direto e rotação de culturas podem ser adotadas como forma de reduzir o consumo de fertilizantes. "O mérito do baixo preço dos alimentos é do agricultor, que tem conseguido produzir melhor e mais barato", observa.

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