Como o pagamento de prêmio para quem planta não-transgênicos depende da existência de volume de grãos geneticamente modificados, a expectativa é que as liberações da CTNBio estimulem os dois segmentos.
Associação defende valorização de não-transgênicos
Redação (22/09/2008)- A criação do mercado de milho convencional no Brasil deve começar a ganhar contornos na próxima safra. Como o pagamento de prêmio para quem planta não-transgênicos depende da existência de volume de grãos geneticamente modificados, a expectativa é que as liberações da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) estimulem os dois segmentos.
O presidente da recém fundada Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange), César Borges de Souza, comentou que, inicialmente, o mercado não crescerá rapidamente. "Mas já sinalizamos para o mundo que estamos organizados e que somos uma opção." E alternativas são necessárias. Em 2007, a escassez na oferta de milho convencional na Europa resultou na elevação do prêmio, que chegou a 100 dólares por tonelada. O dirigente, porém, vislumbra mercados como Japão, Rússia e Coréia.
O papel da associação é promover o setor. "Em algum momento a demanda vai aumentar e a entidade sinaliza ao consumidor que existe oferta para atendê-lo", disse Souza. O mercado, segundo ele, se mantém estável desde 2000. O Brasil produz 6 milhões de toneladas de soja convencional e menos de 20% fica no mercado interno. O prêmio pago pelas empresas é de 3% a 4%.
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