Entre 18 de junho e 18 de julho de 2008, a carne de frango teve um aumento de 16%, já a carne suína, teve alta de 13%. A cotação da carne bovina recuou 10%.
Carne de frango e suína sobem mais que a carne bovina no último mês
Redação (21/07/2008)- Entre julho de 2007 e julho de 2008 (média até dia 18), o preço médio da carne bovina no atacado paulista reagiu 45%, saindo de R$3,60/kg para R$5,23/kg. No mesmo período, foram registrados aumentos de 26% para o frango (R$2,24/kg para R$2,83/kg) e de 72% para a carne suína (R$2,93/kg para R$5,03/kg).
A disputa pelo consumidor se dá, realmente, entre a carne bovina e a carne de frango. No Brasil, o consumo per capita de cada um desses dois produtos varia entre 35 kg e 40 kg, de acordo com as estatísticas disponíveis. O consumo de carne suína situa-se entre 12 kg e 13 kg, sendo que, mediante tamanho reajuste de preços, não deverá aumentar este ano.
A percepção do varejo é que, em função do aumento mais expressivo dos preços, a carne bovina tem perdido, ao longo de 2008, consumidores para a carne de frango. No entanto, se for para analisar apenas o último mês, o consumidor já pode voltar para a carne vermelha.
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Entre 18 de junho e 18 de julho de 2008, a carne de frango, no atacado paulista, saiu de R$2,55/kg para R$2,95/kg, um aumento de 16%. A carne suína, por sua vez, saiu de R$4,70/kg para R$5,30/kg, alta de 13%. Já a cotação da carne bovina recuou 10%, passando de R$5,50/kg para R$4,94/kg.
Em todo caso, vale alertar o consumidor que a tendência de médio prazo, para todas as carnes, é que os preços se mantenham em alta. Isso porque a inflação do campo tem superado, de longe, a inflação das cidades.
Se a dona de casa está reclamando de pagar 20% a 30% mais caro pela carne este ano, imagine o produtor rural que tem que arcar com preços 67% mais altos para o milho (principal componente da alimentação de frangos, suínos e bovinos confinados) e 85% mais altos para os suplementos minerais (indispensáveis na produção de bovinos), por exemplo.
Sem contar que, no caso da carne bovina, o país atravessa um período de ajuste produtivo, em função do abate de matrizes e da redução de investimentos verificadas entre 2002 e 2006. Para que a oferta volte a se normalizar, é preciso que o produtor volte a investir na atividade. E isso só ocorre através de estímulo de preços, ainda mais com os custos de produção nas alturas.




















