Uma das vantagens em liberar investimentos para as cooperativas é que os recursos ficam na comunidade, diferentemente do que ocorre com algumas empresas.
Agropecuária terá 55% dos investimentos das cooperativas
Redação (07/07/2008)- Os investimentos do setor cooperativista agropecuário no Rio Grande do Sul vão somar R$ 550 milhões neste ano, o que representa 55% volume total de R$ 1 bilhão anunciado na quinta-feira no Palácio Piratini para 2008. Grande parte dos recursos será destinada ao incremento da produção leiteira para atender à crescente demanda da indústria.
O presidente do sistema Ocergs/Sescoop/RS, Vergílio Perius, afirma que uma das vantagens em liberar investimentos para as cooperativas é que os recursos ficam na comunidade, diferentemente do que ocorre com certas empresas. Segundo ele, em cinco anos, cada R$ 1 bilhão investido passa a representar R$ 2 bilhões para a comunidade.
Somente em eletrificação rural, os investimentos devem chegar a R$ 130 milhões, sendo 60% de origem federal, 30% das cooperativas e 10% de uma parceria com o governo do Estado.
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Outros R$ 50 milhões aguardam aprovação de projetos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Outro setor que vem recebendo atenção é o de silos e armazéns. Para Perius, o aumento na produção de alimentos em decorrência da demanda mundial está exigindo ampliação de investimentos pelas cooperativas. Além disso, a Conab exige que os armazéns se adaptem a exigências para estocar grãos que participam de leilões públicos.
O setor tritícola também está no centro de interesse das cooperativas. Segundo o presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, a projeção é de elevar a produção e atingir a meta de 6 milhões de toneladas, contra a estimativa de atingir 4,5 milhões de toneladas este ano. "Se conseguirmos atingir nosso objetivo, supriremos 60% da capacidade de consumo interno", destaca Polidoro.
Os investimentos no setor tritícola são urgentes para garantir o abastecimento interno, principalmente depois que a Argentina – principal fornecedora do Brasil – sobretaxou a exportação do produto. No Centro-Oeste, as pesquisas com trigo irrigado estão avançando e a produção já atinge 900 mil toneladas. "Esta é uma das medidas do governo federal para incrementar o volume de produção", afirma.























