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Controle de circovirose suína já pode ser feito com vacina segura

Fórum internacional, que reuniu 200 especialistas em suinocultura, debate controle da circovirose suína; Merial apresenta no evento Circovac, primeira vacina segura contra doença.

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(Da esquerda à direita): Dr. David Barcellos, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o microbiologista John Ellis (Ph.D pela Universidade de Colorado – USA), Janice Zanella, pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Dr.Roberto Guedes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e Dr. Edson Bordin, médico-veterinário e gerente técnico da Merial.

Redação SI (17/08/07) – A circovirose suína, doença provocada pelo circovirus suíno (PCV2), altamente contagiosa e considerada uma das principais causas de mortes e refugagem na suinocultura moderna, pode agora ser controlada por meio de vacinação. A Merial Saúde Animal está lançando Circovac®, a primeira vacina produzida no mundo contra a doença. A doença e o produto foram abordados com mais de 200 técnicos e pesquisadores participantes do 1º Fórum Internacional de Circovirose Suína, realizado em Chapecó (SC), no dia 9 de agosto.

De acordo com o médico veterinário, Edson Bordin, gerente técnico da Merial e palestrante do evento, a nova vacina representa grande avanço no controle da circovirose. Circovac®, que já imunizou mais de 80 milhões de leitões na Europa e Canadá, utiliza o conceito de imunização passiva (vacinam-se fêmeas para proteger leitões). Circovac®, contém o virus inativado (morto) e adjuvantes para prolongar a resposta imune.

A vacina permite, dessa forma, imunização sem estresse, uma vez que os leitões adquirem anticorpos via leite ou colostro naturalmente, contra as duas principais cepas do PCV2. Ela também confere imunidade cedo, na fase da vida em que o leitão costuma ser infectado pelo circovírus. Circovac® também acaba protegendo as fêmeas, diminuindo o grau de viremia ao mesmo tempo em que também a protege pelo aumento de anticorpos. Além disso, por ser inativada, apresenta risco nulo de reversão da virulência. “Quando a doença se instala – normalmente quando o leitão ainda está com o sistema imune em formação –, o uso de antibióticos não é recomendado ou surte poucos efeitos, assim como a imunização direta. Criamos uma ferramenta que se antecipa e impede a evolução da doença”, explica Bordin.

Além disso, afirma o especialista, Circovac® apresenta maior segurança em relação às vacinas autógenas, produzidas a partir de amostras coletadas na granja-problema, até então o único método de controle disponível no Brasil. “As vacinas autógenas possuem algumas limitações importantes. A Merial investiu por uma década em pesquisas para disponibilizar a primeira vacina contra circovirose, que confere imunidade com altos índices de eficácia, inocuidade e, principalmente, alta titulação, importante para induzir e prolongar a imunidade maternal”, afirma Edson Bordin.

Durante o 1º Fórum Internacional de Circovirose Suína, Bordin apresentou testes de campo realizados na Europa, para comprovar a redução da mortalidade decorrente da doença e da circulação viral, o melhor meio para conter a circovirose. Em um deles, realizado na França em 2005, com 4.800 porcas de 15 granjas diferentes, foram comparados resultados de três conjuntos de leitões nascidos de mães não vacinadas e vacinadas. Os lotes vacinados apresentaram redução de 4,4% para 2,6% na mortalidade durante a lactação e de 6,6% para 5,1%, nos lotes em terminação.

“A possibilidade de imunização representa uma grande esperança para a classe veterinária, que trabalha contra a circovirose, já fora de controle em muitas granjas”, afirmou David Barcellos, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (URGS), outro palestrante do evento. Barcellos e sua equipe diagnosticaram o primeiro caso de circovirose suína registrado no Rio Grande do Sul, em 2001 (a doença foi diagnosticada pela primeira vez em 2000, por pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, SC).

Impactos Econômicos – Embora seja consenso entre técnicos, pesquisadores e sanitaristas que a circovirose suína está presente em todos os plantéis brasileiros de suínos, ainda pouco se sabe sobre o real impacto da doença na produção. Estima-se, no entanto, que mortalidade decorrente da enfermidade oscile nas granjas brasileiras entre 2% e 10%. Nas regiões mais endêmicas, pode chegar a 20%.

David Barcellos lembra que antes do surgimento da doença, no final dos anos 1990, a taxa média de mortalidade em creches e terminações brasileiras não ultrapassava 2,5%. Hoje, ele aponta, está ao redor de 5%. “Atualmente, a doença é grande causa de abates precoces e sacrifícios. Este prejuízo é simplesmente varrido para de baixo do tapete, sem que seja contabilizado”, enfatiza o especialista.

Para Barcellos, a proliferação da doença se deve à facilidade de transmissão do circovírus pelo ambiente e também ao modelo de suinocultura praticado no Brasil. “Temos um sério problema com a grande movimentação de leitões, em caminhões não descontaminados, grande número de pequenas maternidades que fornecem para várias creches e grandes terminações que recebem animais de diferentes origens”, aponta.

Na tentativa de delinear o real impacto da doença no Brasil, a Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), realiza uma série de pesquisas que tentam avaliar a prevalência da doença no plantel de matrizes brasileiras. Os primeiros trabalhos, muitos ainda em andamento, foram apresentados pela pesquisadora Janice Zenella, também palestrante do Fórum, em Chapecó. “Um grande ponto neste trabalho é a padronização dos métodos de diagnósticos do circovírus suíno. Este será o primeiro passo para avaliar o tamanho do problema no Brasil”, afirma a pesquisadora.

O pesquisador canadense John Ellis concorda. Segundo ele, técnicos em todo mundo têm banalizado o uso das principais técnicas de diagnóstico (sorologia, isolamento do PCV2 e identificação do vírus em lesões), sem a confirmação da doença por meio da necropsia do animal. “O definhamento, o principal sinal clínico da circovirose, pode ter uma série de causas. E mesmo as técnicas clássicas podem levar a falsos diagnósticos, pois o vírus pode estar no meio ambiente, sem que afete clinicamente os animais”, aponta Ellis.

Para o especialista do Canadá, o diagnóstico da circovirose tem de ser feito da “maneira antiga”, ou seja por meio da necrópsia do animal, identificação das lesões clássicas e da presença do vírus nas mesmas. “Isso é importante porque existe correlação entre a quantidade de vírus no ambiente e a intensidade das lesões. Dessa forma, podemos estabelecer um diagnóstico seguro da circovirose e estabelecer um programa de controle realmente efetivo contra doença”, aponta John Ellis.

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