Grupo de 14 avicultores visitou a planta de produção da Tortuga.
Avicultores do Espírito Santo visitam planta da Tortuga em Mairinque (SP), uma das maiores fábricas de suplementos nutricionais do mundo
Redação (09/11/06) – Um grupo de 14 avicultores da região de Santa Maria de Jetibá (ES), o segundo maior pólo de produção de ovos do Brasil, atrás apenas de Bastos (SP), visitou no fim de outubro a planta de produção de suplementos nutricionais da Tortuga, em Mairinque (SP), uma das maiores do mundo. Durante a visita, eles conheceram a tecnologia envolvida na fabricação de suplementos nutricionais para aves e visitaram o Centro Experimental Avícola (CEA), mantido nas dependências da fábrica para testes de produtos e pesquisas de novas moléculas.
O objetivo da visita foi proporcionar a estes produtores uma atualização técnica em nutrição de aves. Eles conheceram como são produzidos os minerais orgânicos, tecnologia desenvolvida com exclusividade pela Tortuga e como estes nutrientes funcionam e proporcionam alto rendimento zootécnico aos animais, explica o coordenador de mercado avícola da Tortuga, Rodrigo Miguel.
Na primeira parte da visita, o grupo recebeu orientações sobre o programa de qualidade utilizado em toda a planta industrial. Thais Zylberztanjn, da área de qualidade e processo da Tortuga, explicou que toda a fábrica está enquadrada e certificada nas normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF) Avançada.
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O principal objetivo do BPF é garantir a segurança dos alimentos. Trata-se de um conjunto de procedimentos na fabricação dos produtos que visa garantir a segurança e qualidade dos mesmos, certificando o produto final, afirmou. Na seqüência, o grupo conheceu a área de armazenamento de ácido fosfórico, uma das principais matérias primas na fabricação de fosfato bicálcico, importante fonte de fosfoto para fabricação de rações.
O ponto alto da visita foi a unidade de produção de minerais orgânicos e polivitamínicos, que é o coração da fábrica de Mairinque. Recente, a planta recebeu um investimento de R$ 15 milhões para ampliar sua capacidade de produção. Lá são sintetizados os complexos orgânicos que são o diferencial dos suplementos nutricionais da Tortuga. Não há nenhum contato manual com a matéria prima processadas nas máquinas. Os minerais orgânicos são moléculas de aminoácidos com uma parte mineral, como zinco, manganês, ferro, cobre e selênio. A parte orgânica (os aminoácidos) facilita a absorção do mineral no organismo do animal e o resultado é a melhora dos índices zootécnicos, diz Miguel.
Outro destaque foi a visita ao Centro Experimental Avícola (CEA) da Tortuga, localizado nas dependências da planta. Por questões de segurança sanitária, a entrada dos produtores não foi autorizada, mas em uma apresentação virtual, foram informados que o Centro conta com dois galpões, uma para frangos de corte e outro para postura comercial, e tem a finalidade de testar as formulações suplementares desenvolvidas e pesquisadas pela empresa.
O galpão de frango de corte é dividido em 36 boxes, com capacidade para até 140 aves cada um. Já o galpão de poedeiras comerciais é equipado com gaiolas convencionais. O principal objetivo é aferir os resultados dos minerais orgânicos inclusos na dieta das aves, afirma Dr. Alexandre Sechinatto, responsável pela granja.
Questionado pelos avicultores sobre os índices de ovos trincados, um dos principais problemas da atividade, Alexandre afirmou que a substituição dos minerais da dieta por minerais orgânicos promove uma redução média de 30% a 35% no índice de ovos trincados. É um índice excelente. Atribuímos isso à introdução dos minerais orgânicos na dieta das aves, que estimula a deposição de cálcio na casca e na membrana do ovo. Outro resultado aferido foi o incremento de 4% na produção, afirma Alexandre.
O produtor Florêncio Berger, proprietário da granja Santa Maria, em Santa Maria de Jetibá (ES), que há três anos utiliza um programa de manejo nutricional proposto pela Tortuga, comprova os mesmos resultados. Com mais de 600 mil poedeiras Hy-line W36 em produção, a granja produz diariamente 1200 caixas de ovos de 36 dúzias por dia e conseguiu reduzir o índice de ovos trincados de 2% para 1,5%. A redução no índice de ovos trincados foi de 25%, um bom resultado se considerarmos que isso equivale a mais de 20 mil ovos. Além disso, constatamos economia de 20% no volume de aminoácidos essenciais ministrados diariamente aos animais, diz Berger.





















