Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Controle biológico em milho tem 17 espécies eficientes

Os trabalhos envolvem parasitóides que agem especificamente sobre os causadores de pragas como as lagartas do cartucho e da espiga e o pulgão do milho.

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Redação (26/09/06)-  A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) possui tecnologia sobre a multiplicação e o uso de 17 espécies que controlam diferentes pragas na cultura do milho, sobretudo a lagarta-do-cartucho, a que mais traz prejuízos ao produtor rural brasileiro. Os trabalhos envolvem parasitóides que agem especificamente sobre os causadores de pragas como as lagartas do cartucho e da espiga e o pulgão do milho. Os chamados inimigos naturais praticam o controle biológico e são uma alternativa ao uso, às vezes indiscriminado e exagerado, de agrotóxicos nas lavouras brasileiras de milho.

O Laboratório de Criação de Insetos (Lacri) trabalha no monitoramento da ocorrência de pragas nas diferentes regiões do país. Identificados os potenciais inimigos naturais, eles são criados e reproduzidos em condições de laboratório para, depois, serem testados no campo. Os que obtêm sucesso, como os já conhecidos Trichogramma e Telenomus, passam a figurar entre os agentes de controle biológico, tecnologia que tem forte apelo ambiental e já é usada em algumas propriedades rurais.

O pesquisador Ivan Cruz, da Embrapa Milho e Sorgo, afirma que é
necessário, agora, colocar essa tecnologia no mercado e à disposição de mais produtores: o que precisa é incubar empresas, sugere. Nesse sentido, ele se diz favorável à criação de biofábricas regionais, pequenas empresas que produziriam e comercializariam inimigos naturais em cidades próximas. Atualmente, existe uma biofábrica em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que trabalha seguindo as orientações da Embrapa.

Ivan salienta que ainda faltam estudos sobre o custo de produção de quase todos os inimigos naturais. No caso do Trichogramma, esse trabalho já foi feito. O pesquisador acredita que é possível, em grande parte, substituir o uso de agrotóxicos utilizando tecnologias como o controle biológico. O grande problema é o balanço entre os inimigos e o uso de agrotóxicos, explica, se referindo a um equilíbrio que deve existir no manejo das pragas, que nada mais é do que saber o quanto de dano causado por ela pode ser tolerado pela lavoura.

Estão sendo elaborados projetos, tanto na área de pesquisa como em transferência de tecnologia, para aprimorar e repassar o conhecimento em controle biológico de pragas em milho. O acompanhamento da evolução das pragas é importante. A incidência de pulgão nas últimas safras e o aparecimento de populações resistentes a determinados produtos químicos, por exemplo, demonstram que é preciso ficar atento ao que acontece nas lavouras de milho no país.

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