A gripe aviária e a febre aftosa devem fazer com que 2006 seja o primeiro ano de queda das exportações de frango e de carne suína.
Doenças interrompem crescimento das exportações de carnes do Brasil
Redação (23/08/06)- A gripe aviária e a febre aftosa devem fazer com que 2006 seja o primeiro ano de queda expressiva das exportações de frango e de carne suína do Brasil depois de mais de meia década de crescimento de vendas. A avaliação é da consultoria européia Zentrale Markt und Preisberichtstelle (ZMP). Segundo os analistas da entidade, a queda nas vendas de frango ocorre mesmo sem registro de gripe aviária no País. O problema, segundo os consultores, é que o temor de uma pandemia fez com que o mercado de frango diminuísse em todo o mundo em mais de 20%. Como resultado, a queda da participação brasileira no mercado internacional já teria sido de 10% nos primeiros seis meses do ano. Até o final do ano, a queda deve ser menor, mas 2006 terminará com uma redução de 6% do produto brasileiro nos mercados mundiais. Os consumidores asiáticos, do Oriente Médio e europeus foram os que mais retraíram suas compras de frango como alimento. Para outros países que também sofreram com a queda das exportações de frango, como os Estados Unidos, a solução foi a venda de carne suína para ocupar a parcela de mercado que era do frango. Mas, no caso do Brasil, o País não conseguiu seguir essa tendência. O motivo foi a febre aftosa, que deverá fazer com que as exportações de carne suína tenham uma queda de 18% em 2006 em relação a 2005.
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