O preço do suíno começa a reagir em Santa Catarina. Nos últimos 15 dias o valor pago aos criadores subiu 30%.
Melhora no preço
Redação (25/07/06) – O embargo russo já dura quase sete meses. Nesse período, Santa Catarina deixou de exportar 200 mil toneladas de carne suína. Até o início de julho, havia perto de cem mil animais represados nas propriedades.
Sem mercado, criadores como o seu Paulo Rodrigues tiveram que adotar medidas de redução de gastos na granja. Chegamos à conclusão que para conseguir fazer giro de dinheiro faremos redução de 20% no plantel. São matrizes que você vai vender e não fazer a reposição, conseguindo uma redução mensal menor de animais para tentar nos manter como suinocultor, justificou.
Para amenizar a crise, no mês passado o governo de Santa Catarina suspendeu a cobrança do ICMS sobre a carne suína para as indústrias e reduziu o imposto de 12% para 7% para quem vende a carne para outros Estados.
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Nos últimos 15 dias, o mercado começou a dar sinais de melhora.
O presidente da Associação Catarinense de Criadores Volmir de Souza acha que além da redução do ICMS, outros motivos contribuíram para a melhora do mercado.
Nós temos observado principalmente no Rio Grande do Sul e em São Paulo um grande número de animais que vão para esses Estados. O Rio Grande do Sul basicamente pela exportação que faz para a Rússia. Então, os animais do mercado gaúcho vão para a Rússia. E o mercado paulista tem absorvido grande parte dos animais de Santa Catarina, explicou Souza.
O preço do suíno pago ao criador independente de Santa Catarina é:
Há 15 dias o preço médio era de R$ 1,00 o quilo vivo. Ontem, foi comercializado a R$ 1,30. Um aumento de 30%. No ano passado, nesta mesma época, o quilo valia R$ 2,20.
*foto destaque – Globo Rural























