Organizadores esperam faturamento de até R$ 4,5 milhões com a venda de animais em Esteio.
Expointer corre atrás da superação
Da Redação 26/08/2005 – Superação, reação e muito trabalho são as palavras de ordem para tentar minimizar o estrago que a crise aguda que acua o setor produtivo brasileiro pode causar às vendas nesta Expointer. Promotores e leiloeiros apostam no retorno de importantes remates de eqüinos à exposição, nos ovinos e nas novilhas para faturar entre R$ 4 milhões e R$ 4,5 milhões. Não fossem os novos negócios, admitem, dificilmente a mostra conseguiria repetir os R$ 2,99 milhões obtidos com a negociação de animais na edição passada. Há quem diga que é o pior cenário dos últimos dez anos.
Com os preços do arroz, da soja e do boi em baixa, impera a prudência entre os homens que comandarão o martelo nos principais remates. “Estamos um pouco como o presidente Lula. Não estamos vendo muita saída”, confessa o “cautelosamente otimista” presidente do Sindicato dos Leiloeiros do RS, Marcelo Silva.
À margem do momento crítico enfrentado na pecuária e na produção de grãos, a ovinocultura vem para romper a barreira de R$ 1 milhão, com prospecção de vendas para Brasil Central e Nordeste. O leiloeiro Eduardo Knorr joga todas as suas fichas nos ovinos carne, em especial a raça Texel, campeã de vendas na feira passada. ””A ovinocultura é um segmento que tem outro horizonte que o pecuário. Vem crescendo muito no país”, explica Knorr, este ano com carteira de clientes engrossada por remates importantes, como o Golden Angus, mas, ainda assim, reticente quanto a projeções. “O momento é extremamente adverso. A gente vai a Esteio sempre acreditando que a genética irá superar a crise. Estou me agarrando na qualidade.” Nos cavalos, o faturamento pode ultrapassar a R$ 2,5 milhões, especula Silva.
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Entre as raças de corte, as apostas concentram-se no Angus. A expectativa é que a raça novamente lidere as vendas, mas são esperados resultados positivos também no Hereford e no Braford, que reforçaram investimento em publicidade. O secretário da Agricultura, Odacir Klein, confia no espírito guerreiro dos gaúchos e na necessidade da aquisição de reprodutores para produção de terneiros. “Precisamos ter capacidade de reação frente às adversidades”, sentenciou Klein.





















