Influenza Aviária: Brasil é livre, mas em estado de alerta, diz especialista holandês.
Brasil Sul
Redação AI 07/04/2005 – No Brasil não há registro de foco de Influenza Aviária vírus de incidência mundial também conhecido como Gripe do Frango porém, profissionais e autoridades de órgãos do setor avícola adotam medidas preventivas para evitar a entrada da doença no País ou, em casos de identificação de um surto, agilidade da eliminação do foco.
Como medida de alerta, o tema voltou a ser debatido entre profissionais do setor avícola com destaque para a incidência do vírus na Holanda, no ano de 2003. O tema “Identificação e erradicação da Influenza Aviária na Holanda” foi apresentado no segundo dia (6/4) do VI Simpósio Brasil Sul de Avicultura, no Bristol Lang Palace Hotel, em Chapecó, evento promovido pelo Núcleo Oeste da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária. O diretor de serviços veterinários do Ministério da Agricultura da Holanda e médico veterinário Frederik Pluimers, palestrou para cerca de 600 pessoas sobre o programa desenvolvido naquele país que eliminou o surto de Influenza Aviária em seis meses.
A ocorrência de um surto de Influenza Aviária, explicou Pluimers, pode causar grandes prejuízos ao setor avícola, causando a quebra de muitas empresas e todo um trabalho de fortalecimento e consolidação que vem sendo delineado pelo Brasil.
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O mercado de carne de frango ocupa 44% da produção no país e está à frente da produção bovina com 41%. De 2000 a 2004 o Brasil acresceu em 42% sua produção em aves e as exportações aumentaram em 167% neste mesmo período.
O surto na Holanda foi registrado em abril de 2003 e, de imediato, as autoridades mobilizaram-se para controlar a proliferação do vírus e minimizar os prejuízos. Todas as granjas suspeitas de infecção foram bloqueadas, proibiu-se o transporte nas zonas infectadas, cessaram-se as exportações de aves vivas e ovos fecundados e, ao mesmo tempo, passou-se a investigar as origens da disseminação e, como conseqüência, a morte de milhares de aves naquele país.
O vírus Influenza Aviária na Holanda foi diagnosticado como de alta patogenencidade. Ao todo 241 granjas foram infectadas, 30 milhões de aves foram mortas (30% do plantel do país). O surto custou caro aos holandeses causando prejuízos superiores a US$ 2 bilhões sendo que somente as indústrias perderam algo em torno de US$ 650 milhões.
Pluimers considera uma loteria o Brasil não ter registros de Influenza Aviária e acredita na eficácia do Programa de Regionalização do setor no país. “Dividir o Brasil em fronteiras ajudará a trabalhar melhor no caso de surto. A implantação do Programa antecipadamente é mais difícil, porém torna-se mais eficiente para se trabalhar depois”, destacou Pluimers.
As informações e as fotos são de Marcos Bedin e de Versuka Tasca, de Chapecó (SC).





















