A produção nacional de frangos em 2002 ficará entre 7,3 milhões e 7,4 milhões de toneladas, 12,4% a mais do que os 6,6 milhões de toneladas produzidos em 2001.
Produção de frangos cresce 12% no ano
Redação AI 07/01/2003 – A estimativa é do técnico do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Instituto Cepa/SC), Jurandi Soares Machado, com base em números da Associação Brasileira de Produtores de Pinto de Corte (Apinco). `Apesar das dificuldades no abastecimento de milho e do represamento da produção no primeiro semestre, a atividade manteve uma trajetória de crescimento, comprovando sua capacidade de superar adversidades, através de ganhos constantes de produtividade e de escala`, diz Machado. A produção catarinense, nos anos recentes, segundo o analista, vem crescendo a taxas inferiores à nacional. Com 20% da produção do País, produziu em 2002 pouco mais de 1,46 milhão de toneladas, um crescimento de apenas 8,54%, enquanto a produção nacional deverá crescer mais de 12%. A produção estadual, embora venha perdendo participação, ainda se destaca como uma atividade competitiva, sendo referência internacional sobre a produção brasileira. Machado diz que o mercado em 2002 caracterizou-se por um aumento da disponibilidade interna, estimada entre 9% e 10%. Mas, novamente, a grande vedete foram as exportações, que cresceram entre 25% e 28%. `Os estoques, que aumentaram rapidamente no primeiro semestre, foram integralmente escoados pela forte expansão das exportações e pela melhor mobilidade das vendas internas no segundo semestre`, comenta. Segundo o técnico, as vendas internas estão avaliadas em 5,76 milhões de toneladas, um incremento de 8,57%, sugerindo a possibilidade de que o consumo interno se situe em 33,7 quilos per capita, confirmando que o mercado interno ainda tem fôlego para crescer. As exportações, estão estimadas em um volume superior a 1,56 milhão de toneladas. `Este resultado é considerado expressivo, sobretudo pelos volumes exportados no segundo semestre, quando se exportou praticamente o dobro do volume vendido no mesmo período de 2000`, afirma Machado. Em 2001 e 2002, as exportações brasileiras aumentaram 75%, enquanto o mercado mundial evoluiu menos de 10%. Os preços recebidos pelos avicultores tiveram uma evolução entre 32% e 35%, mas o desempenho econômico da atividade ficou prejudicado pela forte pressão sobre os custos, decorrente do encarecimento dos principais insumos. `O aperto no abastecimento do milho, a elevação dos preços do farelo de soja e as dificuldades de importação de milho elevaram os custos de produção, forçando muito avicultores não integrados a saírem do mercado`, diz. Segundo ele, apesar das dificuldades econômicas enfrentadas por muito avicultores e pequenas e médias indústrias, a produção continua apresentando sinais de expansão. O alojamento de matrizes no País, em torno de 30,5 milhões de aves, das quais 5,9 milhões somente em Santa Catarina, permite projetar que o crescimento da produção vai se estender por 2003. `Se confirmada esta possibilidade, o primeiro trimestre de 2003 será novamente de estoques elevados, devido à queda sazonal do consumo interno e das exportações`, afirma Machado.Leia também no Agrimídia:





















