Rússia deve anunciar, até novembro, mudanças nas cotas para importação de carnes a partir de 2010. Sinalização não entusiasma Brasil.
Brasil disputa cotas russas

Até novembro, a Rússia deve anunciar mudanças nas cotas para importação de carnes a partir de 2010, o que poderá devolver aos produtores brasileiros parte do espaço perdido para Estados Unidos e União Europeia (UE). Mas a sinalização não entusiasma o Brasil.
Ainda que metade das exportações anuais de carne suína brasileira sejam direcionadas à Rússia, a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) não se conforma com a inclusão na lista de “outros” países. Sem cota específica e sujeito a altas taxas, de 60% para até 170 mil toneladas fracionadas entre diversas nações, o país reclama tratamento compatível com a posição de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo.
Mesmo que seja ampliada a fatia dos “outros” para 250 mil t, a situação pode piorar se confirmada a elevação da tarifa do extracota de 70% para 95%. Para ingressar na Organização Mundial do Comércio, a Rússia tenta agradar os americanos, que tiveram ampliada sua fatia. No entanto, acordo assinado em 2005 contempla mudança no regime de cotas ainda em 2009, o que abriria espaço ao produto nacional. “Acredito que haja condição de melhorar a situação”, diz o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto.
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Na carne de frango, a expectativa do presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), Francisco Turra, é que o Brasil consiga sair da cota de “outros”, que corresponde a 12,4% das compras. “Fomos informados que teríamos cota de 10% a 12%. Seria melhor do que é, embora o pleito seja de 20% a 25%.” Apesar da sinalização, a Rússia tem reduzido gradativamente as compras de carne de frango brasileira com a justificativa de que estaria privilegiando a produção interna. No primeiro semestre, as vendas caíram 60% em relação ao mesmo período de 2008.
Os russos podem ampliar de 450 mil toneladas para 530 mil toneladas a cota de importação de carne bovina, o que beneficiaria o Brasil, responsável por 50% do abastecimento do país no ano passado. Caberiam aos “outros” países a divisão de 400 mil toneladas.





















