Para o Brasil, as projeções indicam um cenário de chuvas abaixo da média na Região Sul durante a primavera, enquanto áreas como o estado do Amapá e o trecho entre Minas Gerais e Bahia podem receber chuvas acima da média
La Niña aumenta o risco de seca em regiões do Brasil

O Brasil está se preparando para a transição do El Niño para o La Niña, um fenômeno climático que pode trazer mudanças significativas no padrão de chuvas e temperaturas em várias regiões do país. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) projeta uma probabilidade de 55% para a ocorrência moderada de La Niña durante o trimestre de agosto a outubro.
Para o Brasil, as projeções indicam um cenário de chuvas abaixo da média na Região Sul durante a primavera, enquanto áreas como o estado do Amapá e o trecho entre Minas Gerais e Bahia podem receber chuvas acima da média. Além disso, espera-se que temperaturas abaixo dos valores normais ocorram na Região Sul, parte da Região Sudeste e no Amapá, devido ao aumento da precipitação.
Para o próximo verão, espera-se precipitações acima da média no extremo norte do país e temperaturas abaixo do normal em partes das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No entanto, também há a possibilidade de temperaturas acima da média em áreas do leste da Região Nordeste.
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O Cemaden destaca os impactos do La Niña nas regiões produtivas do Brasil, com o Norte e Nordeste registrando chuvas acima da média e o Centro-Oeste e Sul enfrentando períodos de seca. Essas variações podem influenciar as atividades agrícolas, como o plantio de milho, arroz e algodão.
Eventos anteriores de La Niña, como os ocorridos em 1995/1996, 2010/2011 e 2016/2017, demonstraram diferentes impactos em várias regiões do Brasil. No Sul, espera-se um aumento no número de municípios afetados pelas secas devido às chuvas abaixo da média previstas para o segundo semestre do ano.
Diante desse cenário, é importante que o país adote medidas adaptativas e de gestão para enfrentar os desafios climáticos nas áreas agrícolas e minimizar os impactos do La Niña na produção de alimentos e na segurança hídrica.





















