Nova política busca reduzir perdas econômicas e reforçar controle sanitário nas granjas comerciais
África do Sul avança para liberar vacinação contra influenza aviária

A África do Sul se prepara para autorizar a vacinação de aves contra a influenza aviária altamente patogênica (IAAP), em uma mudança significativa na estratégia de controle da doença. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura, John Steenhuisen, que confirmou a criação de um marco regulatório para permitir a adoção da medida no país.
A decisão altera a política adotada até então, baseada principalmente no abate sanitário em larga escala para conter surtos. Para o setor produtivo, a mudança representa um avanço esperado há anos. A Associação Sul-Africana de Avicultura (SAPA) considera a iniciativa um marco, alinhado a práticas internacionais e fundamentado em evidências científicas.
Nova estratégia sanitária
Segundo Izaak Breitenbach, diretor executivo da Organização de Frangos de Corte da SAPA, a vacinação deve ser incorporada como parte de um conjunto mais amplo de medidas. “A vacinação não é uma solução milagrosa, mas é uma ferramenta essencial que tem sido incorporada com sucesso em programas de controle da influenza aviária em muitos países. Combinada com medidas robustas de biossegurança e vigilância, ela fortalecerá significativamente nossa capacidade de gerenciar os riscos da doença, mantendo a produção e a segurança alimentar”, afirmou.
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A entidade destaca que a dependência exclusiva do abate sanitário trouxe impactos relevantes, incluindo perdas econômicas, interrupções no fornecimento de ovos e carne de aves e aumento de custos para os consumidores. Diante desse cenário, o novo modelo prevê a integração da vacinação com protocolos reforçados de biossegurança, monitoramento, testagem e gestão de surtos.
Enquanto as mudanças regulatórias são finalizadas, o governo se comprometeu a adotar medidas provisórias para viabilizar a implementação. A SAPA ressalta que o sucesso da estratégia dependerá de regras claras, sistemas eficazes de monitoramento, uso de vacinas validadas cientificamente e cooperação contínua entre governo e indústria.
A avicultura sul-africana tem papel central na segurança alimentar e na geração de empregos, sustentando milhares de postos de trabalho diretos e indiretos. Nos últimos anos, o setor enfrentou sucessivos surtos de IAAP, o que levou ao abate de lotes inteiros como forma de conter a disseminação da doença.
A adoção da vacinação segue uma tendência internacional. Países da União Europeia e os Estados Unidos já incorporaram essa ferramenta em suas estratégias de controle, mantendo elevados padrões de biossegurança. O objetivo é proteger os plantéis e reduzir a necessidade de abates em situações de surto.
Com o novo marco regulatório, o governo sul-africano busca preservar os meios de subsistência dos produtores e garantir o abastecimento contínuo de produtos avícolas a preços acessíveis, reduzindo o risco de novas interrupções na cadeia produtiva.
Fonte: NovaNews























