A adoção da sexagem in ovo está crescendo em países da UE, com alguns analistas esperando que, em países que proíbem o abate de pintinhos, uma adoção próxima de 100% ou mesmo total seja alcançada dentro de alguns anos.
Adoção crescente da sexagem in ovo

A adoção da tecnologia de sexagem in ovo está crescendo significativamente em várias partes do mundo, impulsionada por uma combinação de fatores econômicos e regulatórios. Países como Noruega, Estados Unidos e diversos países da União Europeia estão vendo um aumento na implementação dessa tecnologia, que permite determinar o sexo dos pintinhos ainda dentro do ovo.
Nos EUA e Noruega, onde não há proibições estritas ao abate de pintinhos machos, a adoção da sexagem in ovo está começando a ganhar tração. Por exemplo, na Noruega, a tecnologia já alcançou 5% de penetração de mercado em apenas alguns meses.
No Reino Unido, há apelos por incentivos governamentais para promover a adoção dessa tecnologia, refletindo um interesse crescente em melhorar o bem-estar animal e responder às preocupações éticas relacionadas ao abate de pintinhos machos.
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Na União Europeia, recentes dados da Innovate Animal Ag indicam que cerca de 20% do rebanho de galinhas poedeiras comerciais já é produzido usando sexagem in ovo, representando um aumento significativo em comparação ao ano anterior. Isso reflete uma mudança positiva rumo ao uso mais disseminado dessa tecnologia.
O custo da sexagem in ovo também está diminuindo, o que tem contribuído para sua adoção mais ampla. Desde 2020, os custos de produção caíram mais de 22%, principalmente devido a melhorias tecnológicas e economias de escala. Essa redução de custos torna a tecnologia mais acessível e atrativa para os produtores e consumidores.
Além dos benefícios econômicos, a aceitação crescente pelos consumidores está se tornando um impulsionador importante. Pesquisas mostram que muitos consumidores estão dispostos a pagar mais por ovos produzidos sem abate de pintinhos machos, o que favorece ainda mais a adoção da sexagem in ovo.
À medida que mais países e produtores adotam essa tecnologia e a integram em suas cadeias de produção, espera-se que a sexagem in ovo se torne cada vez mais dominante, promovendo não apenas o bem-estar animal, mas também atendendo às demandas do mercado consumidor consciente.
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