Preço do milho dispara e atinge maior patamar em quase três anos

Os preços do milho continuam em alta na maioria das regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o centro de pesquisas, o aumento é resultado da combinação de estoques baixos e demanda aquecida pelo cereal.
Na última semana, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) se aproximou dos R$ 90 por saca de 60 kg, valor nominal não visto desde abril de 2022. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que os estoques iniciais da temporada 2024/25 são de apenas 2,04 milhões de toneladas, um número inferior aos 2,1 milhões de toneladas registrados em fevereiro de 2025 e muito abaixo dos 7,2 milhões de toneladas da safra 2023/24.
O estoque atual representa apenas 2,4% do consumo anual de milho no mercado interno, estimado pela Conab em 86,97 milhões de toneladas para 2024/25.
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Impactos da alta:
- Aumento nos custos de produção de rações para animais, com potencial impacto nos preços de carnes e outros produtos derivados.
- Pressão sobre a inflação, já que o milho é um componente importante na cesta básica.
- Maior rentabilidade para os produtores de milho, que podem se beneficiar dos preços mais altos.
Análise:
A combinação de estoques baixos e demanda aquecida indica um cenário de oferta restrita e preços elevados para o milho nos próximos meses. A situação exige atenção de toda a cadeia produtiva, desde os agricultores até os consumidores finais.
Fonte: Cepea






















