Confirmado: CNA Doará R$ 100 Milhões Anuais para Pesquisa da Embrapa

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, confirmou nesta terça-feira (25/3) o projeto da entidade de destinar R$ 100 milhões por ano para financiar pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Durante evento na sede da CNA, Martins declarou que o objetivo é liderar um grupo de produtores para “salvar” a pesquisa agropecuária da estatal. “A CNA está capitaneando um grupo de produtores para tentar não salvar a Embrapa, mas a pesquisa da Embrapa. A CNA vai doar todo ano R$ 100 milhões à Embrapa”, afirmou o presidente.
A iniciativa, que busca encontrar o mecanismo ideal para o aporte dos recursos, tem como meta engajar outros produtores para alcançar um montante anual de até R$ 1 bilhão, conforme Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do projeto. A previsão é que a iniciativa seja implementada até o final de maio.
Leia também no Agrimídia:
- •Cuiabá sedia simpósio para discutir custos, inovação e sanidade na suinocultura
- •Professor da UPF conquista reconhecimento internacional no maior congresso mundial de suinocultura
- •Carne suína primária cresce no varejo britânico apesar da queda no consumo total
- •Processamento de soja no Brasil deve crescer em 2026 impulsionado pela demanda interna
A proposta surge em um contexto de discussões sobre possíveis alterações no decreto presidencial que regulamenta a arrecadação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e da CNA, visando destinar parte dos recursos para a Embrapa. A receita anual da CNA e Senar ultrapassa R$ 700 milhões.
Segundo fontes, a movimentação no Executivo e a tentativa de direcionar parte desses recursos para a Embrapa via decreto teriam motivado a CNA a apresentar a proposta de doação. A sugestão de alterar a arrecadação foi discutida no Conselho de Administração da Embrapa.
O aporte da CNA foi informado ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, por João Martins em 11 de março, em uma reunião entre os dois. Martins, que se posicionou como opositor ao governo atual desde a campanha eleitoral de 2022, tem mantido um distanciamento do governo.
Após a confirmação da eleição de Lula, a CNA divulgou uma carta manifestando “naturalidade” com o resultado e expressando expectativa de cooperação com o governo eleito na proteção da produção e expansão do agronegócio brasileiro.























