Conheça a projeção da safrinha de milho no Brasil: rumo a um recorde histórico de 123,3 milhões de toneladas neste ciclo.
Safrinha de milho no Brasil rumo a recorde histórico de produção

A produção da segunda safra de milho (safrinha) no Brasil pode alcançar um recorde de 123,3 milhões de toneladas no ciclo 2024/25. A projeção, divulgada nesta terça-feira (24/6) pelo Rally da Safra da Agroconsult, representa um aumento significativo em relação às estimativas anteriores, impulsionada por um cenário climático favorável.
As projeções vêm crescendo constantemente. Em maio, o Rally da Safra indicava uma produção de 112,9 milhões de toneladas para a safrinha, enquanto no ciclo 2023/24, o número foi de 103,1 milhões.
André Debastiani, coordenador do Rally da Safra, destacou que a safra será “espetacular” devido ao clima. “Em janeiro havia uma apreensão muito grande, com o plantio de soja atrasado, que empurrou a colheita da soja e plantio da safrinha. Mas a partir de abril até junho vimos chuvas generalizadas, que beneficiaram até mesmo áreas tardias de milho”, explicou.
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Houve um aumento notável nas produtividades em importantes regiões produtoras. Em Mato Grosso, o maior estado produtor do país, a produtividade foi estimada em 131,9 sacas por hectare, um crescimento de 11,4% em comparação com o rendimento do ciclo 2023/24.
Para a produção total de milho no país (somando a primeira e segunda safras), o Rally estimou uma oferta de 150,3 milhões de toneladas, quase 20 milhões de toneladas a mais que na safra 2023/24.
Exportações e Consumo Interno
Com o aumento considerável na produção de milho, a expectativa do Rally é que as exportações cresçam 19% neste ciclo, para 44,5 milhões de toneladas. No entanto, Debastiani faz ressalvas sobre esse prognóstico positivo. “Esse número [das exportações] ainda está em aberto. As nossas vendas estão concentradas no segundo semestre, mas é nesse período que sofrem a concorrência do milho americano e argentino. A China também não está comprando tanto quanto o ano passado”, comentou.
Por outro lado, o consumo local apresenta um cenário mais promissor. O coordenador do Rally da Safra apontou a procura aquecida do setor de proteína animal e também do segmento de etanol de milho. “O momento de demanda para o mercado interno é bom. A procura para a produção de etanol de milho cresce 10% a cada ano, com boa parte das indústrias operando muito próximo das capacidades máximas”.





















