Veja os resultados de um estudo que analisa segurança do uso de insetos na redução de patógenos em dejetos suínos
Estudo britânico analisa segurança do uso de insetos para processar dejetos de suínos

Transformar um passivo ambiental em ativo biológico é o “santo graal” da sustentabilidade no agro. Com esse foco, pesquisadores da Universidade de Leeds e da empresa de tecnologia Entocycle (Reino Unido) mergulharam em uma investigação detalhada sobre o uso de larvas da mosca-soldado-negra (Hermetia illucens) para o tratamento de dejetos de suínos e aves.
O estudo, publicado na revista Waste Management, buscou responder a uma pergunta crítica: quão seguro é, microbiologicamente e quimicamente, esse processo?
Os testes foram realizados em escala semi-comercial (para dejetos suínos) e laboratorial (esterco de galinha). Os resultados trouxeram notícias mistas. O lado positivo mostrou que a presença das larvas ajudou a reduzir a carga de patógenos, com destaque para a diminuição significativa de E. coli no esterco de galinha.
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No entanto, os cientistas notaram que muitas das alterações no substrato ocorreram devido ao fator tempo (decomposição natural), independentemente da ação dos insetos.
O ponto de atenção, porém, recai sobre os riscos invisíveis. A pesquisa identificou comportamentos variados na transferência de genes de resistência antimicrobiana (AMR). Enquanto o gene “tetM” diminuiu nas larvas criadas em dejetos suínos, ele aumentou naquelas alimentadas com esterco de galinha.
Outro alerta veio da química: embora os níveis de metais pesados tenham ficado, em geral, dentro dos padrões permitidos para ração e fertilizantes, houve evidências de bioacumulação de Cádmio nas larvas, variando de 0,18 a 0,70 mg/kg. O estudo conclui que, apesar do enorme potencial da tecnologia para reduzir o desperdício agrícola, a escalabilidade segura depende de monitoramento rigoroso desses contaminantes.
Referência: Pig Progress
























