Com a habilitação de 36 novas unidades brasileiras, saiba como o Peru dobra a presença da genética avícola no setor
Peru habilita 36 novas unidades brasileiras e dobra presença da genética avícola no país

A segunda-feira começa com boas notícias para o setor de alta tecnologia do agronegócio. O Peru (via Senasa, sua autoridade sanitária) anunciou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal.
O grande destaque é a avicultura: das novas plantas aprovadas, 31 são de genética avícola, o que na prática dobra o número de estabelecimentos brasileiros autorizados a vender esse material para o mercado peruano.
O setor de bovinos também celebrou, com 5 novas unidades habilitadas, representando um crescimento de 83% na lista de aptos. Além da expansão, houve um ganho crucial de previsibilidade: o acordo incluiu a renovação automática das autorizações de todas as unidades que já exportavam, estendendo a validade até dezembro de 2028.
Leia também no Agrimídia:
- •Consumo de ovos, mercado de grãos e influenza aviária marcam o primeiro dia do Congresso APA 2026
- •Exportações brasileiras de ovos crescem mais de 16% em fevereiro e superam 2,9 mil toneladas
- •Farelo e óleo de soja: safra recorde, geopolítica e biocombustíveis moldam o mercado no Anuário Avicultura Industrial de 2025
- •Auditoria da União Europeia identifica falhas sanitárias e de rastreabilidade em frigoríficos chineses de carne de aves
Para o Ministério da Agricultura (Mapa), essa medida reforça a confiança técnica do Peru no sistema sanitário brasileiro. O mercado peruano é um parceiro estratégico, tendo importado mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários do Brasil no último ano.
A venda de genética (ovos férteis, pintinhos de um dia, sêmen e embriões) agrega muito mais valor do que a venda de carne in natura, posicionando o Brasil como referência tecnológica na América do Sul.
Além do impacto direto no setor de genética, a medida consolida uma relação comercial robusta e diversificada entre os dois países.
Segundo o Senasa, a decisão baseou-se em critérios técnicos para dar previsibilidade às operações, sustentando um fluxo de comércio que vai além da reprodução animal: a pauta de exportação brasileira para o Peru inclui volumes significativos de produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações alimentícias, confirmando a integração profunda das cadeias produtivas regionais.
Referência: GOV
Atualizando dados.
















