Dados da Secex indicam crescimento no ritmo diário de embarques de bovinos e suínos até a segunda semana do mês
Exportações de carne bovina e suína crescem até 6% em março, enquanto aves recuam

As exportações brasileiras de carnes apresentaram desempenho misto até a segunda semana de março. Os embarques de carne bovina e suína cresceram em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a carne de frango registrou queda na média exportada. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e consideram dez dias úteis do mês.
Carne bovina mantém alta no volume e no preço
A média diária de exportações de carne bovina alcançou 11.567 toneladas, alta de 2,11% na comparação anual. O volume acumulado no período soma 115.678 toneladas.
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O preço médio da proteína chegou a US$5.765 por tonelada, avanço de 17,64% frente ao mesmo intervalo de 2025. O aumento no valor médio indica maior remuneração das vendas externas no período.
Carne suína lidera crescimento relativo nas exportações
A carne suína apresentou o maior avanço proporcional entre as proteínas analisadas. A média diária embarcada foi de 5.726 toneladas, crescimento de 6,02% sobre igual período do ano passado.
O volume acumulado chega a 57.264 toneladas. O preço médio permaneceu estável, em US$2.514 por tonelada, o que mantém a competitividade do produto no mercado internacional.
Carne de frango recua no ritmo de embarques
A média diária de exportações de carne de frango ficou em 22.675 toneladas, redução de 1,73% na comparação anual. O volume total embarcado no período soma 226.760 toneladas.
O preço médio atingiu US$1823 por tonelada, com leve alta de 1,76%. O aumento de preço não compensou a redução no volume diário exportado no período analisado.
O desempenho das três proteínas indica variações no ritmo de demanda internacional. O avanço de bovinos e suínos ocorre junto à manutenção de preços em patamares mais elevados, enquanto o recuo nas aves reflete ajuste no fluxo de embarques no curto prazo.


















