Tecnologia sem agulha ganha espaço nas granjas e reforça sanidade, bem-estar e sustentabilidade na produção
Vacinação intradérmica avança na suinocultura e já alcança 55 milhões de animais no Brasil

A vacinação intradérmica tem ampliado sua presença na suinocultura brasileira e já foi aplicada em mais de 55 milhões de suínos no país desde sua introdução, em 2016. O método, que dispensa o uso de agulhas, acompanha o movimento de modernização das granjas e atende à demanda crescente por práticas que reforcem a sanidade do plantel, a eficiência produtiva e o bem-estar animal.
Atualmente, a tecnologia está presente em granjas que somam mais de 320 mil matrizes, o equivalente a cerca de 15% do plantel nacional. Com aproximadamente 650 mil animais vacinados por mês, o sistema tem registrado crescimento contínuo, com alta de 17% nas vendas em 2024 e de 13% em 2025.
Inovação no manejo
A vacinação é considerada um dos pilares da suinocultura moderna, com impacto direto na prevenção de doenças, na redução da mortalidade e na qualidade da carne produzida. “Além da redução da mortalidade e doenças, o uso de vacinas é um manejo preventivo que reduz o uso de antibióticos e aumenta o bem-estar animal”, destaca Diogo Fontana, gerente de Tecnologia da unidade de negócio de Suinocultura da MSD Saúde Animal.
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Diferentemente dos métodos tradicionais, a aplicação intradérmica utiliza pressão controlada para depositar a vacina na derme do animal. O processo reduz o estresse durante o manejo, facilita o trabalho das equipes e diminui a geração de resíduos. Dados do setor indicam que a adoção da tecnologia já evitou o descarte de 10,2 toneladas de frascos, 4,1 toneladas de caixas de isopor e 1,3 milhão de agulhas, contribuindo para práticas mais sustentáveis.
Outro diferencial está no controle do processo, já que o sistema registra automaticamente o número de doses aplicadas, permitindo maior precisão na gestão sanitária das granjas. “ao associar a vacinação tecnológica a sistemas de gestão e rastreabilidade, o setor consegue reforçar a segurança sanitária do produto que chega à mesa do brasileiro”, afirma Diogo.
O avanço da vacinação intradérmica ocorre em paralelo a outras inovações, como o melhoramento genético, a nutrição de precisão e o reforço das medidas de biosseguridade, consolidando um modelo produtivo mais eficiente. Para o consumidor, esse conjunto de práticas se traduz em alimentos com alto valor nutricional, produzidos sob padrões sanitários rigorosos e alinhados a critérios de sustentabilidade.
Fonte: MSD Saúde Animal























