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Política

Em evento, Governo se posiciona contra veto europeu à carne brasileira e articula reversão da medida

Posicionamento foi reforçado pelo vice-presidente durante evento no campo, enquanto prazo para embargo se aproxima

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Em evento, Governo se posiciona contra veto europeu à carne brasileira e articula reversão da medida

A confirmação do veto da União Europeia à carne brasileira, anunciado na última sexta-feira (5), passou a pautar o discurso do governo durante agenda no setor agropecuário. A medida, que proíbe a importação de carne bovina, suína e de frango a partir de 3 de setembro, foi tema de pronunciamento oficial durante a Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães (BA), onde foi destacada a articulação em curso para tentar reverter a decisão.

Durante o evento, o governo afirmou que trabalha para retirar o embargo e restabelecer o acesso ao mercado europeu. A sinalização é de que a resposta envolve negociações diplomáticas e adequações técnicas para atender às exigências do bloco, especialmente em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal.

A decisão da União Europeia foi baseada na avaliação de que o Brasil não apresentou informações suficientes para comprovar conformidade com as regras sanitárias exigidas. O tema já vinha sendo acompanhado pelas autoridades europeias, que, segundo o próprio bloco, haviam alertado previamente sobre o risco de restrições caso não houvesse adequação.

Exigências sanitárias e impacto nas exportações

A exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados marca uma mudança relevante em relação ao cenário anterior. Até 2024, o país estava habilitado a vender ao bloco europeu diferentes produtos de origem animal. Na atualização mais recente, ficou de fora, enquanto outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, mantiveram o acesso.

O uso de antimicrobianos está no centro da decisão. Essas substâncias são empregadas no controle de doenças nos rebanhos, mas enfrentam restrições crescentes em mercados internacionais, sobretudo quando utilizadas como promotores de crescimento.

Apesar do impacto do veto, o governo ressaltou, no mesmo evento, que outros mercados vêm apresentando avanços nas negociações com o Brasil. O reconhecimento sanitário por parte da China e condições comerciais mais favoráveis nos Estados Unidos foram citados como exemplos de oportunidades em paralelo às restrições impostas pela União Europeia.

Também durante a feira, foram anunciadas medidas de estímulo ao setor produtivo, com ampliação de linhas de crédito voltadas ao agronegócio. A avaliação é de que, além da tentativa de reverter o embargo europeu, será necessário fortalecer a competitividade e adequar a produção às exigências internacionais, em um cenário de regras sanitárias cada vez mais rigorosas.

O que diz a UE?

A União Europeia sustenta que a decisão segue critérios técnicos e regulatórios e afirma que o Brasil foi previamente informado sobre a necessidade de adequação às normas do bloco. Segundo o posicionamento europeu, a ausência de dados considerados essenciais para comprovar o cumprimento das exigências sanitárias levou à exclusão do país da lista de exportadores autorizados, indicando que a reversão do veto depende da apresentação dessas garantias e da conformidade com os padrões estabelecidos.

Fonte: Gov.br/Folha

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