Chuvas no Meio-Oeste aliviam preocupações com a safra; soja e trigo também encerram sessão em baixa
Milho cai em Chicago com melhora do clima nos EUA e queda do petróleo

As cotações futuras do milho fecharam em queda nesta segunda-feira (22) na Bolsa de Chicago, pressionadas pela melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos e pelo recuo dos preços do petróleo.
O contrato com vencimento em dezembro encerrou o pregão cotado a US$ 4,39 por bushel, com desvalorização de 1,01%.
Segundo análise da consultoria Royal Rural, as chuvas registradas recentemente em áreas estratégicas do Meio-Oeste norte-americano ajudaram a reduzir o déficit hídrico e melhoraram as perspectivas para a safra de milho. Com isso, o mercado passou a enxergar menor risco climático no curto prazo, reduzindo o suporte para altas mais expressivas nas cotações.
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Apesar do alívio momentâneo, os agentes seguem atentos ao comportamento do clima durante o verão dos Estados Unidos. Especialistas avaliam que um eventual avanço do calor e da seca para regiões de maior relevância produtiva poderá alterar rapidamente o cenário de mercado.
Soja também fecha em baixa
A soja acompanhou o movimento de queda em Chicago. O contrato para novembro terminou o dia negociado a US$ 11,41 por bushel, recuando 0,11%.
Além da desvalorização do petróleo, o mercado foi influenciado pela valorização do dólar e pela expectativa em torno do relatório semanal de acompanhamento da safra norte-americana divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os investidores também monitoram possíveis novas compras de soja americana pela China, fator que pode influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.
Trigo sofre pressão do mercado internacional
O trigo também registrou perdas na sessão. O contrato para setembro fechou a US$ 6,07 por bushel, queda de 1,06%.
Entre os fatores que pressionaram as cotações estão a redução dos preços do petróleo e a diminuição das preocupações geopolíticas envolvendo o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. A expectativa de fretes marítimos mais baratos também contribuiu para o enfraquecimento dos preços internacionais do cereal.
O mercado acompanha ainda a demanda global pelo grão. Enquanto o Marrocos deve reduzir suas importações após a recuperação da produção local, fornecedores da região do Mar Negro seguem competitivos no comércio internacional.
Por outro lado, o Egito continua ampliando suas compras e já adquiriu 4,7 milhões de toneladas de trigo, aproximando-se da meta de 5 milhões de toneladas estabelecida para o período.
Fonte: CNN























