Com estimativa de 3 mil nascimentos por dia, espécie invasora destrói lavouras e ameaça a sanidade animal no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Avanço do javali desafia o agro e o meio ambiente no Brasil

O avanço descontrolado da população de javalis (Sus scrofa) no Brasil consolidou-se como um dos maiores desafios sanitários, ecológicos e econômicos para o agronegócio e a conservação ambiental. Especialistas estimam que cerca de 3 mil filhotes nasçam diariamente no país, um ritmo de reprodução que supera a capacidade atual das ações de manejo e contenção.
Sem predadores naturais no ecossistema brasileiro, a espécie invasora já colonizou grande parte do território nacional, com maior densidade populacional registrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Prejuízos vão além da destruição de lavouras
Os impactos provocados pelas varas de javalis e “javaporcos” afetam severamente a rotina das propriedades rurais. Além de devastar plantações inteiras de milho e soja, os animais revolvem intensamente o solo, assoreiam e comprometem nascentes de água e atacam rebanhos de criação.
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Outro ponto crítico é o risco fitossanitário. Por serem vetores de patógenos, a livre circulação desses animais silvestres coloca em risco a sanidade de cadeias produtivas inteiras, como a suinocultura industrial, devido ao potencial de transmissão de doenças graves como a Peste Suína Clássica (PSC).
Animais chegam a pesar 300 kg
O porte físico do animal agrava consideravelmente o manejo no campo. Machos adultos comumente ultrapassam os 250 kg, com registros extremos que se aproximam dos 300 kg. A força e a agressividade da espécie aumentam o risco de acidentes graves com trabalhadores rurais, animais domésticos e com a fauna nativa.
Embora o Ibama autorize e regulamente o controle populacional da espécie desde 2013, produtores rurais relatam que as burocracias e limitações operacionais têm impedido que as ações de contenção acompanhem a velocidade de multiplicação do rebanho selvagem.
A eficácia do combate à praga depende, atualmente, de uma integração mais ágil entre órgãos de fiscalização ambiental, forças de segurança e as brigadas autorizadas de manejadores privados nas frentes agrícolas.
Fonte: Javali.br























